Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 16/01/2021
Emile Durkhein, célebre sociólogo alemão, defende que o egoísmo, é em grande parte, produto do meio em que estamos inceridos. Atualmente, no Brasil, o abandono de idosos é um triste desafio a ser enfrentado de forma mais organizada em nossa sociedade. Nesse sentido, convém analizarmos as principais causas, conseguências e possivel solução acerca dessa problematica.
Em primeira análize, podemos destacar a falta de medidas punitivas do poder publico como um relevante motivador para a manutenção do problema. Embora o Estatuto do Idoso prevê pena de até 16 anos à crimes de abandonos dessa classe, segundo dados do Serviço de Denúncia do Ministério dos Direitos Humanos, 80% das ocorrências são de abandono financeiro e afetivo. Portanto, é inadmissivel que em um país abertamente democrático o Estado seja conivente com a violação de dereitos estabelecidos por lei.
Além disso, os abusos das pessoas na terceira idade configura um triste legado desse contexto. Segundo o portal de notícia Estadão, a exploração financeira é o terceiro maior número de crime contra o idoso. Haja vista, que na maioria das vezes são os próprios familiares que comentem os crimes, deixando a classe longeva refém dentro do seu próprio lar, sendo assim, incompatível com o conceito de familia, que é fundamentado, na relação de afetividade entre seus membros.
Desse modo, para que o Estatuto do idoso não seja apenas uma medida utópica é necessária uma ação mais efetíva do Estado, ampliando a fiscalização e aplicando de forma mais sevéra as medidas punitivas, por meio de investigações e parcerias com a mídia com a criação de delegacias para idosos, atendimento 24 horas, plenejamento de campanhas que empoderem a população longeva em relação a seus direitos. Espera se, com isso, que o abandono dessa classe diminua de forma considerável e o Brasil possa ser exemplo mundial em relação ao respeito e à qualidade de vida da terceira idade.