Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 16/01/2021
O Estatuto do Idoso, promulgado em 2003, possui o intuito de garantir direitos básicos à população idosa do Brasil. Entretanto, a realidade enfrentada no dia a dia pela terceira idade, é diferente da encontrada no papel. Se por um lado, é frequente a negligência e o descaso por parte da família e dos mais jovens, por outro, o Estado também não oferta o devido cuidado com esta parcela do povo. Desta maneira, urge que a sociedade e governo debatam o problema em questão, para solucioná-lo em conjunto.
Em primeira análise, antes das revoluções industriais, iniciadas no século XVIII, a experiência era muito valorizada, no qual a economia dependia de pessoas com amplo conhecimento de toda a cadeia de produtiva das mercadorias. Contudo, com a robotização e capacitação dos mais jovens em universidades, a população idosa, em várias situações é vista como incapazes pelas empresas. Tal situação perversa, é endossada por algumas famílias, considerando-os um peso morto. Dessa forma, é perpetuada uma ampla exclusão social nesta população.
Além disso, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), demonstram que a fatia da população que mais cresce é, justamente, a idosa. Tal situação, exige dos governos vigentes, maiores investimentos, principalmente, em saúde, devido ao acúmulo de comorbidades ao longo da vida. Contudo, o cuidado com a terceira idade não se restringe a consultas de rotina. Para tanto, é preciso ofertar condições de aproveitar a vida em sua plenitude, desse modo, garantindo o máximo gozo de suas capacidades.
Diante do exposto, fica evidente que o panorama social apresentado é sério, e precisa ser solucionado. O Governo Federal, junto a sociedade, precisam concentrar esforços para reintegrar, de forma digna, os idosos na sociedade. Tais medidas devem valorizar seus conhecimentos e capa-cidades, demonstrando que ao invés de serem ultrapassados, são muito úteis à nação. Dessa forma, a convivência de vários grupos etários será mais harmoniosa.