Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 16/01/2021
Há algumas décadas, a preocupação com o bem-estar de idosos tem se tornado prioridade em um país desenvolvido como o Canadá. No Brasil, porém, a negligência demonstrada por parte do poder no que se refere ao abandono de idosos revela o quão necessário é o debate sobre esse assunto na esfera pública. Assim, é preciso analisar tal quadro, intrinsecamente relacionado a aspectos educacionais e a ineficiência de políticas públicas.
Em primeiro plano, é possível afirmar que a falta de senso crítico por parte dos cidadãos quando estão na juventude, como um fator que agrava ainda mais o abandono de idosos. De acordo com o Banco Mundial, somente 11% dos brasileiros em idade adulta fazem economias para o futuro. Dessa forma, infelizmente, a incapacidade de poupar dinheiro durante a vida resulta em dificuldades financeiras para os idosos, além da necessidade de morar em albergues públicos superlotados, visto que, muitas vezes, seus familiares os abandonam de forma criminosa. Assim, o filósofo Kant defende que o homem não é nada mais do que a educação faz dele. Diante de tal exposto, é crucial educar os cidadãos, com campanhas relacionadas a necessidade de poupar quando for possível, com o objetivo de criar famílias bem informadas e, assim, aumentar a qualidade de vida das pessoas de mais idade.
Ademais, evidencia-se, por parte do Estado, a falta de políticas públicas suficientemente efetivas para o combate do abandono de idosos. Sob essa ótica, segundo o filosofo Thomas Hobbes, cabe ao Estado viabilizar ações que garantam o bem-estar da sociedade. Essa máxima encontra-se deturpada no contexto atual, dado que, de acordo o site G1, o Brasil ainda figura entre os países que mais abandonam idosos em condições deploráveis. Esse cenário, além de doloroso, é inaceitável em um país que alega ter uma constituição que está ao lado do cidadão e ao mesmo parece não se importar com essa realidade.
Portanto, com a intenção de seguir o bom exemplo de países desenvolvidos, como o Canadá, o Governo Federal deve agir. Nesse sentido, o Ministério da Educação deve adicionar no currículo de escolar de aluno do ensino médio palestras sobre como pode ser cruel o abandono de idosos e a necessidade de poupar dinheiro durante a juventude, com a presença de seus familiares, por meio de professores capacitados, que os auxiliarão a colocar em prática esse aprendizado ao visitar casas de repouso, com a finalidade de criar pessoas conscientes de seus deveres e, assim, diminuir o número de idosos abandonados. Espera-se, com isso, uma mudança de realidade.