Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 16/01/2021
São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas devem ser tratadas com a mesma importância. Entretanto, na questão da atenção sobre a necessidade da pessoa idosa, contraria o pensamento do filósofo, uma vez que, na sociedade contemporânea, esse grupo é vítima de discriminação constante. Diante dessa perspectiva, percebe-se uma consolidação de um grave problema, em virtude da lenta mudança na mentalidade social e da insuficiência legislativa existente. Deve-se pontuar, de início, que a lenta mudança na mentalidade social Nota-se como um complexo dificultador. Durkheim traz uma contribuição relevante ao defender que o fato social é uma maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que a questão da descrição das necessidades dos idosos brasileiros é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social intolerante / opressor / injusto, a tendência é adotar esse comportamento também, o que torna sua solução ainda mais complexa. Além disso, a negligência no que diz respeito aos direitos dos idosos as necessidades dos idosos encontra terra fértil na questão. O filósofo John Locke defende que “As leis fizeram-se para os homens e não para as leis.” Ou seja, ao ser criada uma lei, é preciso que ela seja planejada para melhorar a vida das pessoas em sua aplicação. No entanto, muitos idosos estão presentes em hipóteses de abandono, falta de uma boa qualidade de vida, com isso a legislação não tem sido suficiente para a resolução do problema. Por tudo isso, faz-se necessária uma intervenção pontual no problema. Então, é preciso que o Ministério da Educação, em parceria com o Conselho Federal de Justiça do Brasil, desenvolvam “workshops”, em escolas, sobre a importância da empatia e dos direitos em lei para o enfrentamento de problemas sociais e para o equilíbrio da sociedade. Essas atividades devem ser direcionadas aos alunos, porém, o evento pode ser aberto à comunidade. Além disso, podem ser ofertadas atividades, como dinâmicas e dramatizações, a fim de tratar o tema de forma lúdica, para que a empatia esteja sempre presente.