Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 25/06/2021
No documentário “O lugar do idoso na sociedade”, produzido por Michell Lima, tem como finalidade retratar a realidade de muitos idosos que são deixados e esquecidos no abrigo São Vicente de Paulo e as consequências desse abandono para a terceira idade. Em consoante com a obra cinematográfica, percebe-se que o mesmo cenário de desamparo acontece por fora das câmeras na sociedade brasileira. Por isso, é necessário analisar como o planejamento familiar e governamental atua sobre tal problemática.
Em principio, é importante observar como o planejamento familiar contribui para o abandono da terceira idade. Um exemplo disso é o que acontece no documentário “O lugar do idoso na sociedade”, no qual a psicóloga, Rebeca Bueno explica que no atual planejamento familiar a comunidade idosa não esta inserida, ou seja, conforme a sociedade vai avançando e as prioridades se tornam outras, os idosos são deixados em segundo plano o que muita das vezes acaba sendo os abrigos. Logo, é notório que em relação ao planejamento familiar, a nova geração não prioriza sua raiz familiar.
Ademais, também é essencial analisar como é a relação do governo com a população geriátrica. Nesse sentido, o especialista em educação e sociedade, Luiz Gustavo Gomes define essa relação com o termo “utilitarista”, pois o governo só vê valor nos idosos enquanto ainda trabalham e ajudam a gerar economia nacional, por fora dessa perspectiva, conforme a idade vai chegando os mais velhos ficam desamparados, esperando indulgências do governo. Dessa maneira, percebe-se que o governo não cumpre seu papel de amparo com eficiência.
Portanto, conclui-se que o abandono de idosos é uma grande problemática que precisa ser combatida no Brasil. A fim disso, é necessário que o Ministério da Cidadania, junto com o Ministério da Justiça, criem um projeto com duas frentes de atuação, a primeira é campanhas que tenham como finalidade retratar a importância de inserir os mais velhos no planejamento familiar, a segunda é que eles repassem verbas públicas para a criação de casa comunitárias para a terceira idade, tendo em vista que a criação dessas casas voluntárias ajudam a amparar os idosos, por exemplo, criando um cronograma eficaz com almoços, jogos, leitura, acesso a saúde e cuidados com a beleza como fazer as unhas e a barba, para que assim eles tenham apoio e acesso a pessoas da mesma idade, visando assim a dignidade da terceira idade e valores como respeito e inclusão na sociedade brasileira.