Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 16/01/2021

Na religião Hinduísta, pessoas mais velhas são símbolo de sabedoria e como consequência, recebem os melhores cuidados.Entretanto, é triste que tal realidade não seja aplicada em sua totalidade no corpo social, haja vista o abandono de idosos em questão na contemporaneidade.Logo, é necessário analisar as causas de tal prática, ligadas a negligência tanto familiar quanto estatal.

Mormente, é válido salientar que o abandono do idoso se dá, em maior parte, pela negligência familiar. Nesse prisma, de acordo com o filósofo Pierre Bourdieu, na teoria “Habitus”, o ser humano possui práticas as quais são neutralizadas e reproduzidas pelos descendentes. Sob tal ótica, é nítido que, lamentavelmente, parte do corpo social neutralizou o hábito de não cuidar dos mais velhos de forma plena, ao considerar que inúmeras famílias não oferecem o aporte necessário para a qualidade vital dos idosos—como comida, assistência médica e carinho—.

Ademais, tal problemática pode gerar nos idosos não somente problemas físicos como também psicológicos. Assim, enquanto não houver a interrupção de tais práticas na sociedade, indivíduos mais velhos não serão bem tratados como na religião Hinduísta. Outrossim, é necessário ressaltar que o abandono do idoso reflete uma negligência estatal. Entretanto, no artigo 25 da Constituição—promulgada em 1988– todos os indivíduos possuem direito ao bem estar. Nesse sentido, é extremamente contraditório que a Magna Carta não seja cumprida efetivamente na prática, visto que, embora existam abrigos para idosos, tais locais não são acessíveis de forma democrática. Ademais, muitos asilos públicos infelizmente carecem de elementos básicos como comida, produtos de limpeza e remédios, que precisa ser solucionado.Dessa forma, a falta de recursos para pessoas de idade avançada demonstra um sistema governamental despreocupado em promover o bem-estar de tal parcela social.

Infere-se portanto, a fim de combater o abandono do idoso na contemporaneidade, o Ministério da Cidadania—agente que promove o protagonismo de indivíduos mais velhos— deve propor, via inserção de emendas, o aumento de asilos no país, principalmente em regiões carentes de tal recurso, com o objetivo de acolher indivíduos de idade avançada e oferecer melhor qualidade de vida. Além disso, os abrigos não poderão faltar recursos básicos de sobrevivência. Destarte, com tais medidas, pessoas de idade avançada serão mais bem cuidadas.