Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 16/01/2021
No filme “Jogos vorazes: em chamas” uma mulher mais velha é escolhida para participar do torneio, entretanto seu parceiro, que é mais jovem, a carrega por grande parte da competição mostrando empatia pela situação que se encontra a senhora. Contudo, essa situação é dificilmente vista no Brasil, visto que pessoas de idade mais avançada sofrem preconceitos por estarem na idade de ouro. A esse respeito, no que tange à questão do abandono do idoso na atualidade, seja pela falta de empatia, seja pela má influência midiática, percebe-se a configuração de um grande problema, o qual carece de um olhar mais crítico de enfrentamento. Convém ressaltar, a princípio, que o indivíduo contemporâneo não se coloca no lugar do próximo. Nesse viés, a obra do filósofo Zygmunt Bauman, sobre a modernidade líquida, a qual descreve pessoas que só se importam consigo mesmas, pode ser relacionada com a realidade perfeitamente. Assim sendo, o contexto brasileiro relacionado ao abandono dos idosos é fruto de uma sociedade sem empatia, que exclui o direito de ir e vir dessas pessoas mais velhas com o argumento de que elas são inválidas e improdutivas. Dessa forma, é fato que as pessoas precisam se colocar no lugar do próximo, para que atitudes de desrespeito sejam mitigadas. Ademais, o alto poder de influência que a mídia exerce sobre a sociedade é combustível para o abandono de idosos. Nesse contexto, durante o período da Alemanha Nazista, Hitler usou dos meios midiáticos para ampliar seus ideais e agregar mais adeptos a sua filosofia, mostrando ao povo somente aquilo que alimentaria seus desejos de participação. De maneira análoga, a mídia brasileira transmite para o público situações em que os idosos não são inseridos, como comerciais de profissões ou mesmo programas em que o protagonismo é reservado a pessoas mais jovens, alimentando a ideologia de que os de mais idade não são capazes de realizar determinadas ações. Dessa maneira, é indubitável que a mídia influencia o pensamento do indivíduo em relação à inserção do idoso na sociedade, os deixando vulneráveis ao abandono. Portanto, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, o Governo Federal, instituição responsável pelo bem comum, em parceria com o Ministério da Cidadania e com as empresas de televisão, como a Globo, SBT e Record, deve implantar na sociedade os ideais da valorização do idoso, por meio da integração em profissões e pelo aumento de participação com mais visibilidade em programas de alcance nacional. Essas medidas devem ser alcançadas no intuito de garantir o respeito para com as pessoas da terceira idade, a fim de que elas não sejam abandonadas pela idade que têm. Assim, cenas em que os jovens se preocupam com a situação dos idosos vistas em “Jogos vorazes: em chamas” serão comuns no cotidiano brasileiro.