Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 04/05/2021
O filme “Eu me importo”, produzido pela netflix, mostra uma guardiã legal, que se aproveita do estado de vulnerabilidade e abandono de idosos, para coloca-los em um asilo e usufruir de seus bens materiais e financeiros. Fora da ficção, a falta de informação e planejamento na velhice são um empecilho para superar a questão do abandono de idosos na contemporaneidade. Logo, têm-se, consequentemente, a violação dos direitos dos idosos e casos de maus tratos à essa minoria, sendo isso um problema.
Em primeira análise, cabe ressaltar o Estatuto do Idoso, que são estabelecidos os direitos dos idosos e as punições previstas para aqueles que o violam. Nesse contexto, o abandono a esses cidadãos, seja consciente ou por falta de informação pelos familiares, é um impasse na contemporaneidade, pois acarreta em implicações no bem estar social, físico e psicológico desse grupo, sendo isso um delito perante a lei. Logo, a aplicação efetiva das penalidades e de ações que democratizem informações sobre os cuidados com essa parcela populacional, são essenciais para que os direitos dos idosos sejam concretizados de forma plena.
Além disso, segundo dados do site Isto é, 89% dos brasileiros não apresentam uma poupança que visa seus cuidados na velhice. Nesse sentido, a falta de planejamento dos brasileiros para a velhice, é um percurso para má qualidade de vida, já que muitos idosos são encaminhados por seus responsáveis para abrigos ou asilos que muitas vezes não dão a assistência necessária a esses indivíduos, sendo esses muitas vezes maltratados e sujeitos ao abandono afetivo por seu núcleo familiar, como foi visto no caso do asilo em Santa Luzia, Minas Gerais, que foi penalizado e responsabilizado pela morte de vários idosos e por diversas formas de violência aplicadas a esse grupo. Assim, fica evidente a necessidade de políticas públicas que asseguram a assistência ao idoso, visando melhores condições de vida e tratamentos dignos.
Destarte, medidas precisam ser tomadas a fim de que o abandono de idosos não seja uma questão na atualidade. Assim, cabe ao Ministério da Saúde, em conjunto com o Ministério da Educação, realizar debates e propagandas educativas, em instituições escolares e meios midiáticos, sobre a importância da assistência familiar com o idoso, os direitos desse grupo e a necessidade de que se denuncie qualquer forma de violência e abandono, para que seja aplicada as devidas penas. Outrossim, é mobilização do Estado, por meio de verbas, para a criação de programas financeiros destinado ao idoso, com o intuito de que os brasileiros, de baixa renda, possam se planejar, assegurando, assim, condições dignas na velhice. Tais ações, realizadas, terão como objetivo efetivar os direitos estabelecidos no Estatuto do Idoso e mitigar o abandono visto no filme Eu me importo.