Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 20/09/2021
“O tempo é irreversível.Arbitrário, não se rende às nossas vontades”.O comentário de Benjamin Button, do filme de mesmo nome, é a realidade da vida: as etapas de juventude, idade adulta e velhice são irrefreáveis.Haja vista que, atualmente, com a expectativa de vida em 74 anos e a redução da taxa de natalidade no Brasil, atina-se que a população está envelhecendo mais.Contudo, ela não está preparada para lidar com tal fato e, como consequência, observa-se o abandono do idoso, tanto pela família quanto pelo Estado.Vale, então, remediar tal problema.
De início, deve-se esclarecer que, segundo a Constituição de 88, o idoso tem direito à vida, ao amparo e às condições apropriadas para sua convivência em sociedade - assegurados pela família e, principalmente, pelo Poder Público.Entretanto, tal regulamentação tem pouca efetividade.Segundo dados do IBGE, o desamparo familiar tem influenciado em 33% o aumento da busca por albergues públicos pelos idosos.Diante desse cenário, o Centro de Valorização da Vida levantou estatísticas em que cerca de 1200 pessoas, com idade igual ou superior a 60 anos, suicidaram-se.
Além disso, outro agravamento do quadro é a letargia governamental, no qual os sênis veem-se prejudicados por medidas públicas - a exemplo tem-se a reforma da Previdência Social, que promete aumentar o tempo de contribuição e diminuir os salários dos aposentados, onde o idoso pobre receberá somente 400 reais dos 998 reais da proposta anterior.
Desse modo, observa-se o descaso da sociedade em cuidar dos senescentes, seja no abandono sentimental seja no estatal.Portanto, cabe ao Estatuto do Idoso fiscalizar leis que visem esse público e velar o atendimento e a atenção fornecidos nos centros de cuidado.Ademais, com o apoio do Ministério da Saúde e dos prefeitos, por meio de agentes sociais e da saúde, acompanhar o estado mental e emocional de todos os envolvidos na questão - familiares e sênis.Assim, efetivando o apoio e a proteção da pessoa idosa no Brasil.