Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 18/01/2021
GERAÇÃO BRASIL
Abandonar, verbo que expressa a ação de deixar alguém ou algo por um longo período de tempo ou para sempre. É comum escutar ou ler notícias sobre o abandono de objetos, animais e, como se não bastasse, pessoas. No cenário nacional atual tem crescido a atrocidade física e mental contra muitos cidadãos que contribuíram social e economicamente para o país e hoje não colhem respeito por parte de sua pátria, senão, mesmo, de seus ente-queridos. É a “geração Brasil”, vive-se o “hoje”. abdica-se o “amanhã”.
Não poupar dinheiro durante a vida para eventualidades ou mesmo para o momento sênior da existência humana devido a um olhar imediatista e pela falta de preparação para uma vida longiva por parte da juventude ativa profissionalmente , tem se mostrado dentre outros motivos, cultural, o que agrava o descuido e a indiferença com cidadãos pertencentesa terceira idade. Para mais, soma-se a rejeição da obrigação e compromisso familiar, baixos salários e a falta de emprego, que ameaça a qualidade de vida do brasileiro, e evidencia-se o aumento da negligência para com essa parcela da população, que pode acarretar desde maus tratos físicos até abandono emocional.
Ademais, o caos contribuitivo vivenciado no país atualmente foi marcado pela mais recente reforma da previdência que visa conter o rombo nos cofres públicos. Diante disso, os cuidados governamentais são estreitados por falta de contribuintes, que não só envelhecimento da população, mais também pela carência de empregos, baixa renda e a alta inflação impossibilitam, muitas vezes, os melhores cuidados com os cidadãos idosos. Entretanto, a falta de zelo crescente é uma escolha, visto que, apesar da falta de recursos para essa e até mesmo outras necessidades populacional, o capitalismo tem se mostrado enriquecedor para pessoas de classes sociais elevadas que as vezes desprezam e descuidam afetivamente suas ascêndencias depois que esses chegam a certas idades.
Em vista disso, o poder executivo e legislativo carecem de endurecer e fazer cumprir as leis preexistentes contra maus tratos e abandono físico ou afetivo contra pessoas maiores de sessenta anos. Assim como as ações governamentais de geração de empregos e da melhoria econômica nacional precisam ser reavaliadas para permitir uma melhor qualidade de vida para a melhor idade, aliviando também o sistema previdenciário. O MEC (Ministério da educação) em conjunto com escolas e institutos de formação podem preparar e trabalhar a conscientização da população jovem e adulta em virtude de poupar recursos e investir recursos financeiros, por meio de cursos de saúde finaceira, afim de uma velhice com maior qualidade de vida monetária.