Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 24/01/2021
Segundo o filósofo zygmunt Bauman, as relações humanas na atualidade seriam marcadas pela fluidez, na qual os laços seriam fracos e de pouca duração. Dessa forma, o abandono dos idosos, fruto dessa modernidade líquida, tem se tornado um problema de difícil resolução visto estar enraizado na falta de preparo dos mais jovens e na cultura de desprezo pelos mais velhos. Assim, é preciso mitigar essa problemática.
Em primeiro plano, deve-se considerar o “espírito de Peter Pan”, daqueles que acreditam jamais envelhecer como a causa primária do entrave. Esse pensamento, tal como o personagem da ficção, provoca o hedonismo, fazendo com que os jovens queiram viver o hoje sem planejar ou poupar para o futuro. Em resultado, a grande maioria da população chega à terceira idade sem os meios para subsistência, carecendo de abrigo e cuidados médicos. É o que se observa, nos asilos lotados de pessoas a partir dos sessenta anos de idade que não planejaram suas vidas e agora estão em situaçao de abandono.
Em segundo plano, os brasileiros não aprenderam a valorizar seus idosos. Tal fato se dá, pois desde cedo aprendem a enxergar os mais velhos como pessoas de pouco valor ou sem utilidade prática. Essa cultura do descarte é resultado da relação líquida entre o homem e as coisas, conforme explicitada por Bauman, que mostrou o quão frágeis estão os laços humanos, resultando em desrespeito e abandono. Exemplo disso, está nas reportagens que frequentemente nos maus tratos e violência sofrida na terceira idade.
Por todos esses motivos, é preciso ir ao cerne do problema : a educação social. Portanto, o Ministério da Educação deve promover projetos para que por meio de palestras com sociólogos e educadores financeiros, os jovens aprendam a planejar o futuro financeiro e entendam que o idoso é alguém com muita experiência a oferecer e merece ser valorizado. Isso, com a finalidade de formar cidadãos conscientes e preparados para o futuro.