Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 27/01/2021
Em sua obra ´´Cidadão de papel´´, o escritor brasileiro Gilberto Dimenstein disserta que, embora o país demonstre uma série de leis bastante abundante, elas se atém, de forma frequente, ao plano teórico. Nessa situação, a circunstância dessa análise ajusta-se no Brasil atual, haja vista que, independentemente de ser um direito garantido na Constituição, o desamparo ao idoso não se encontra efetivado. Nesse âmbito, faz-se necessário analisar dois entraves acerca do óbice social apresentado: a negligencia governamental e o abandono da família.
Primordialmente, é válido pontuar a falta de medidas governamentais para combater o abandono dos idosos. Isso ocorre devido a visão turva que temos do idoso - como um empecilho -. Nesse sentido, segundo o Contrato Social ― proposto pelo contratualista John Locke ―, cabe ao Estado fornecer medidas que garantam o bem-estar coletivo. Contudo, o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadões desfrutem de direitos indispensáveis, como o de assistencia aos desamparados, o que infelizmente é evidente no país. Tal realidade prova, tristemente, que pessoas com mais idade são desvalorizadas e ridicularizadas.
Ademais, é fundamental apontar o descaso das famílias para com os parentes idosos, já que os familiares usam como justificativa para a despliscencia, a falta de produtividade do idoso. Na Grécia antiga, a velhice estava associada á ideia de honra. Contudo, a civilização temia essa fase, pois a energia da juventude era muito valorizado. Por outro lado, a população brasileira não respeita a fase idosa, por terem a ideia que o velho é inútil. Por conseguinte, a falta de afeto com os idosos geram diversos casos de abandono, em especial, quando possuem alguma dificuldade.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos, para isso, é imprescindível que o Governo Federal, por intermédio de subsídios tributários estaduais, forneça não só o bem-estar físico, como também assistencia pscicológica para os abandonados - com aparato qualificado -, a fim de minimizar os efeitos do abandono ao idoso. Ao mesmo tempo que isso, o Estatuto do Idoso deve propor projetos de apoio a pessoa mais velha, e dinâmicas que envolvam os familiares. Dessa forma, poder-se-á atenuar a desiguadade discutida por Dimenstein.