Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 02/02/2021
O abandono de idosos virou rotina?
O dicionário define o termo abandono como a ação de deixar uma coisa, uma pessoa, uma função ou um lugar. Alguns dados do Censo Demográfico de 2010, realizado pelo IBGE, mostraram um aumento da população com 65 anos ou mais, que passou de 4,8% em 1991 para 7,4% em 2010. Esse crescimento é oriundo do aumento da expectativa de vida da população, como resultado de determinados avanços no campo da saúde e à redução da taxa de natalidade em alguns lugares do mundo. Ciente disso e de outros fatores, se faz necessária a análise empática e coletiva de que a população deveria ter uma maior preocupação com as pessoas idosas, seu bem estar, sua qualidade de vida e direitos.
Como consequência do aumento do número de idosos em nosso país, por exemplo, aumentaram também os casos de abandono, crime esse que pode render até 16 anos de prisão para quem o pratica. Segundo estudos, o abandono pode ser compreendido como material, afetivo e afetivo inverso, o primeiro consistindo na ação ou omissão de dar provimento na subsistência da pessoa com mais de 60 anos de idade, o segundo decorre da ausência de afeto, e o terceiro é fruto da ausência de afeto dos filhos para com os pais idosos. De acordo com os registros da Lei n° 10.741, de 1º de outubro de 2003, “É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.
Em virtude dos fatos mencionados, diante ao cenário contemporâneo que contextualiza, porém, não justifica o abandono de idosos como algo racional, é colocado como dever do governo garantir uma boa qualidade de vida e direitos às pessoas de idade em termos legislativos, porém, cabe também à população a disseminação de campanhas que conscientizem os demais sobre tal temática, que muitas vezes é tratada com descaso e insignificância. Dessa forma, poderemos então lutar e contribuir para o desenvolvimento de uma sociedade mais empática e justa no que se refere ao direito à vida.