Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 28/01/2021

O mito da caverna, de Platão, mostra como as pessoas se recusavam a olhar para a verdade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto. Fora da alusão, o mesmo, infelizmente, ocorre no Brasil no que tange à questão do abandono de idosos na contemporaneidade, visto que esse assunto é invisibilizado pela sociedade. Nesse viés, configura-se um grave problema que tem como causas o silenciamento e a irresponsabilidade do governo.

Primeiramente, a falta de debates acerca do tema contribui fortemente para que a mazela ainda persista. Segundo Habermas, a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Nesse sentido, percebe-se o quão fundamental é o diálogo para a resolução de problemas como o do abandono de idosos em questão na contemporaneidade. Sob essa lógica, é primordial que a situação seja colocada à pauta de discussões, para que o paradigma deixe de ser silenciado e possa estar mais próximo de uma possível solução.

Em segundo plano, a irresponsabilidade governamental é outra causa latente do problema. De acordo com o Estatuto do Idoso, os cidadãos com idade acima de 60 anos têm direito ao acolhimento por parte de centros governamentais de atendimento ao idoso. No entanto, tal direito não está sendo assegurado à inúmeras pessoas de idade avançada, posto que o abandono de idosos na contemporaneidade é uma grave mazela que, nos dias de hoje, ainda persiste. Sob essa luz, é muito importante que o governo aja com maior responsabilidade para com essa parcela da população brasileira, garantindo à ela os direitos previstos no documento oficial.

Portanto, medidas devem ser tomadas. Para isso, o Ministério da Saúde, em parceria com as prefeituras, deve promover um amplo debate, por meio de um projeto social aberto à toda a comunidade, o qual deverá ser realizado em período contraturno. Além disso, tal evento deve contar com a presença de especialistas da área de responsabilidade social, a fim de que mais pessoas se tornem ativas no combate ao abandono de idosos na contemporaneidade. Assim, espera-se a consolidação de uma realidade diferente daquela apresentada no mito de Platão.