Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 28/01/2021

Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam a nação. Não longe da ficção, percebem-se aspectos semelhantes no que se refere a questão do abandono de idosos na contemporaneidade. Nesse sentido, cabe analisar como principais causas a ineficiência do governo em garantir planos de aponsentadoria e auxílios, bem como a falta de engajamento familiar.

Em primeiro plano, é importante analisar de que forma a escassez de atuação do Estado contribui a permanência do problema. Sob esse prisma, segundo a Constituição Cidadã de 1988, é dever da União oferecer casas de repouso para idosos e garantir o fundo de aposentadoria aos aptos. Entretanto, na realidade tal mandamento constutucional se torna utópico, ao analisar que o Brasil sofre com a falta de planos sociais de apoio. Desse modo, é evidente a necessidade de maior engajamento político .

Em segundo plano, vale salientar como a falta de apoio dos familiares corrobora a continuidade da questão. Nesse contexto, na antiguidade clássica, mais especificamente no período pré-socrático, os idosos eram considerados como pessoas sábias e que deveriam ser exaltadas em meio a sociedade. No entanto, na contemporaniedade tais pessoas são tratadas de forma contrária. Por exemplo, de acordo com o IBGE diversos idosos são abandonados em casas de repouso por seus filhos. Dessa maneira, colaborando para que hajam autonomia, sendo que a mesma se encontra deficitária.

Portanto, medidas exequíveis devem ser tomadas para remediar a situação. Destarte, o Estado deve, por meio de verbas governamentais, promover a construção de asilos e institutos de apoio, com o fito de evitar o desamparo financeiro e social de tais cidadãos e, ainda, ONGs responsáveis podem auxiliar a população, exigindo que a União faça o deposito dos auxílios e de aponsentadoria em dia. Logo, o objetivo de tais ações é mitigar e solucionar a problemática a curto e longo prazo.