Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 31/01/2021
Atualmente, a América Latina soma cerca de 57 milhões de idosos, 10% da população total, segundo as notas do CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe). O envelhecimento, é um fator generalizado, acelerado e com grande impacto fiscal nas regiões. Segundo o Relatório de Economia e Desenvolvimento (RED), os gastos públicos do continente latino equivalem em média 4,3% do PIB e as despesas de saúde chegam a 4,1%.
Grande parte da população da América Latina são jovens, outrossim a taxa de mortalidade referente aos idosos crescem cada vez mais, geralmente, causadas por doenças cardiovasculares, neoplasias e doenças respiratórias. De umas décadas para o ano que estamos hoje,2021, os hospitais estão deixando de atender idosos enfermos por, simplesmente, não terem os recursos necessários para tratá-los. “Quanto mais velho você é, pior o hospital é para você” alertou Ken Covinsky, médico e pesquisador da divisão de geriatria da Universidade da Califórnia. “Muitas coisas que fazemos na medicina fazem mais mal do que bem. E às vezes, com o cuidado das pessoas mais velhas, menos é mais” acrescentou Ken. Ademais, os funcionários de hospitais acabam se concentrando em outras lesões ou doenças e deixam de lado a nutrição dos idosos, fazendo com que os mesmos não caminhem fora do hospital ou não controlando a dor de forma adequada.
Outro fator de suma importância, é a quantidade de idosos presentes em asilos. São atualmente 83.870 da população mais velha presentes, segundo os dados do IPEA, sendo 76,8% dos acolhidos estão na rede filantrópica. Muitos acabam morrendo, dando ênfase a milhares de idosos que morreram nas casas de asilo devido a pandemia do Covid-19, abandonados pois as famílias acabam pegando o dinheiro de suas aposentadorias, que segundo o Estatuto do Idoso é crime com pena de detenção de 6 meses a 3 anos e multa, ou dão a desculpa de que “está dando muito trabalho”, “não tenho tempo de cuidar” considerado, também, uma violação ao idoso e, muitas vezes, são mal tratados pelas instituições.
Referente aos gastos públicos, vale salientar que muitos dos hospitais não querem arcar com os custos, dependendo da sáude do idoso, deixando-os de lado para morrer. Vale ao governo tomar medidas criminais a estes hospitais, porque muitas famílias não possuem recursos para conseguirem pagar um hospital de qualidade para seu ente querido sobreviver.
Sem dúvida, as famílias deveriam ter mais participação na vida de quem lhe deu a vida, porque do mesmo modo que eles lutaram para que estivessemos bem hoje, esperam um retorno para que possamos fazer o mesmo por eles.