Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 03/02/2021
Globalização da indiferença.
O Brasil hodierno se moldou na selvageria de uma colonia, tornando-nos indiferentes, entretanto a profunda e histórica indiferença presente na sociedade brasileira se agrava ainda mais em relação aos idosos, muitos por não serem agentes ativos da economia são deixados de lado em condições desumanas. A sociedade civil se mostra conivente com a situação dos idosos deixando eles marginalizados com seu futuro incerto.
Em primeiro lugar, destaca-se o próprio descaso de algumas famílias para com seus idosos, isso pois se baseam na ideia falaciosa de idosos serem “inúteis” e descartaveis economicamente, porém cabe o entendimento que todos são pilares importantes para o funcionamento, a título de exemplificação o conto “Feliz Aniversário” do livro Laços de Família da autora Clarice Lispector demonstra a Dona Anita que em seu momento epifânico percebe o descaço de sua família para com ela e todas as situações que a levou para aquelas relações.
Em segundo lugar, destaca-se as ações marginalizadoras do Estado brasileiro com os idosos e conforme supracitado, no Brasil, os idosos são vistos como trabalhadores menos produtivos e mais caros porque têm salários maiores, desta forma, muitos acabam optando pela informalidade e tendo mais dificuldade em sobreviver, pagar as contas e até contribuir com a Previdência Social e assim se soma o descaso da sociedade civil com o desamparo público deixa expectativa de vida brasileira segundo a Organização Nações Unidas (ONU) na posição 102º, junto de paises com guerra como a Palestina, desta forma fica exposto que conforme dito o escritor François Chateaubriand “Outrora, a velhice era uma dignidade; hoje, ela é um peso.”
Em suma, destaca-se a ausência do Estado brasileiro no amparo aos idosos e as ações maginalizadoras da sociedade civil, levando a abissal indiferença aos idosos. Desta forma cabe ao governo brasileiro juntamente com a sociedade civil, detalhadamente ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MDH), promover o levatamento do debate acerca do abandono de idosos, por meio de centros culturais, a exemplo do Centro da Juventude, afim da população em conjunto com o governo, repensar ações marginalizadoras supracitadas.