Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 02/02/2021

Devido aos avanços tecnológicos e medicinais do século XXI, a expectativa de vida aumentou especialmente entre os idosos. Há dez anos, os brasileiros viviam uma média de 73,9 anos e segundo o IBGE, os nascidos em 2020 viverão em média 76,7 anos. Contudo, o Brasil não conta com um sistema capacitado para cuidar da população idosa do país, o abandono e violência contra aqueles que possuem mais de 60 anos cresceram 16,4% no ano de 2015, segundo a Folha.

Além dos idosos lidarem com problemas de saúde e com o abandono, o preconceito não fica de fora, segundo uma pesquisa da OMS, a terceira idade é a menos respeitada pelos mais jovens. Os mais velhos se sentem como um fardo, isso influencia diretamente na saúde psicológica dessas pessoas, e doenças como depressão e ansiedade podem aparecer.

Outrora, a desculpa constante dos mais jovens é a falta de tempo. Vivemos em uma sociedade onde aqueles que um dia já foram a base econômica do país, são tratados com escárnio e esquecimento, o egoísmo se faz presente na contemporaneidade. Esse cenário, evidencia o quanto a sociedade atual é individualista, comprovando o que o filósofo, Zygmunt Bauman diz sobre a fragilidade dos laços humanos, “No líquido cenário da vida moderna, os relacionamentos talvez sejam os representantes mais comuns, agudos, perturbadores e profundamente sentidos da ambivalência.”

Uma vez comprovado que os idosos no Brasil são negligenciados, cabe ao Ministério da Fazenda promover mudanças na Previdência Social, para que os idosos tenham condições financeiras melhores. A mídia e as escolas, têm papel fundamental nessa mudança, através devem difundir valores positivos, ensinando que a terceira idade não pode ser vista como um fardo pelo mais jovens, sendo assim o povo brasileiro será uma sociedade ainda mais rica.