Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 02/02/2021

É de conhecimento geral que, hoje em dia, o número de adultos e idosos no país já ultrapassou o número de crianças e adolescentes, e essa disparidade vem em constante crescimento ao longo dos anos. Percebe-se então, que, o envelhecimento da população brasileira está diretamente ligado ao aumento da expectativa de vida, à redução da taxa de natalidade e aos grandes avanços feitos na área da saúde. Porém, como sequela desta situação, o índice de violência e/ou abandono de idosos tem o seu drástico aumento.

Segundo o Estatuto do Idoso, o abandono financeiro ou afetivo do idoso pode levar até 16 anos de prisão, sem contar que para o individuo, o abandono pode levar a desenvolver problemas fisicos ou mentais e até causar traumas. Dados do Centro de Politicas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV social), mostram que brasileiros com 65 anos ou mais, correspondem a 10,53% da população; outra pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2012 e 2017, aponta que a população de idosos no País saltou 19,5%, de 25,4 milhões para mais de 30,2 milhões de pessoas. Com a alta da tecnologia, e a rapidez dos avanços tecnológicos, os filhos e netos desses idosos vão se distanciando, e “ficando sem tempo”, os tornando cada vez mais longe de suas gerações passadas, fazendo-os, mesmo sem intenção cometerem um dos tipos de abandono.

Contudo, a falta de planejamento e falta de recursos para ter uma terceira idade adequada, é uma das principais causas para o abandono de idosos em asilos ou casas de repouso. Muitos também apontam que não tem como sustenta-los ou não possuem um vínculo de relacionamento saudável com o membro, tomando essa difícil decisão de abandona-los. Quanto a fonte de renda, tantos vivem de suas aposentadorias, beneficio de prestação continuada ou necessitam do bolsa familia.

Portanto, pode-se concluir que o desamparo familiar e o descaso com pessoas na terceira idade está em crescimento, com o objetivo de frear esta problemática, o País carece de um projeto para reforçar os cuidados prolongados e possuir assistência e amparo na velhice. Dessa forma, o governo de cada estado deve produzir estudos e pesquisas mais profundas, de como auxiliar em esta fase da vida; já o governo do País, deverá criar programas de renda básica e programas para reforçar cuidados com o dinheiro, logo que muitas são as pessoas que não conseguem se manter estáveis após a aposentadoria.