Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 03/02/2021

Na declaração de 1948 dos Direitos Humanos foi apresentado algumas características que devem ser aplicadas, asseguradas e respeitadas a todos os seres humanos. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), os Direitos Humanos são baseados no conceito do respeito pela dignidade e valor de cada pessoa. Entretanto, a porcentagem de idosos que estão sendo privados de tais direitos, sendo vítimas de abandono, vem aumentando exponencialmente. A falta de sensibilidade das famílias de milhares de idosos que não sabem lidar com as complicações que a idade tornam a velhice apenas mais sofrida, agravando as doenças já apresentadas pelos mais velhos, com a solidão e a falta de afeto e consideração.

De acordo com a constituição brasileira, idosos são todos os indivíduos que completaram 60 anos de idade. É óbvio para todos que a idade vem acompanhada de diversas complicações, especialmente na área da saúde, onde problemas já existentes, tomam maiores proporções. Prestar todos os cuidados a uma pessoa idosa não é uma tarefa fácil, consome tempo e dedicação, e por isso, muitas famílias entregam essa responsabilidade para uma instituição especializada e se dão por satisfeitas, esquecendo completamente do parente que foi deixado. Um exemplo claro desta situação é a música “Filho Adotivo”, de Sérgio Reis, composta por Arthur Moreira. A canção conta, em primeira pessoa, a perspectiva de um homem que criou 7 filhos e, no final de sua vida, foi abandonado. O seguinte trecho destaca o sentimento de incapacidade e incômodo do senhor: “Sei que dou muito trabalho Sei que às vezes atrapalho Meus filhos até demais”.

Na sociedade atual uma boa condição de vida é muito mais valorizada do que um laço afetivo. Durante a terceira idade é um momento em que o ser humano se encontra mais vulnerável fisicamente e psicologicamente e encontra dificuldades em realizar ações que antes completava rapidamente. Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Chicago mostrou que uma taxa de aumento de 14% sob o risco de morte nas faixas etárias mais avançadas. Se mostrando necessário o apoio e a companhia da família nessa época da vida.

Em suma, é necessário cultivar a empatia nas novas gerações, para que em um futuro próximo, os novos adultos sejam responsáveis o suficiente para reservar uma parte de seu tempo para os mais velhos, que em outro momento fizeram o mesmo por eles. Assim, para que a taxa de abandono de idosos diminua, urge que o Estado, mais especificamente a Secretária Nacional da Assistência Social, promova uma campanha de conscientização da importância do apoio familiar na velhice por meio de palestras e propagandas.