Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 02/02/2021
Segundo o acordo com o Artigo 230° da Constituição Federal de 1988, a família, a sociedade e o país têm a responsabilidade de amparar os idosos, garantir a sua participação nas atividades comunitárias, defender a sua dignidade e bem-estar e proteger o seu direito à vida. Conquanto, no hodierno cenário global, esse ponto de vista não é efetivado adequadamente, uma vez que se tornou frequente o abandono de idosos na contemporaneidade. Sob essa lógica, isso advém da irresponsabilidade da família, a mentalidade individualista e a ineficácia estatal, sendo elas os elementos propulsores do imbróglio.
Diante desse cenário, é imperioso salientar que o pensador Thomas Hobbes, em sua obra “Leviatã”, defende a obrigação do Estado em proporcionar meios que auxiliem o progresso do corpo social. No entanto, o lema do pensador vai de encontro à situação atual, uma vez que o poder público não foca diretamente em ações que possam resolver o desamparo de idosos, como por exemplo um aumento de asilos públicos, já que, também é papel do Estado a garantia integralmente do bem-estar de todos os idosos. Logo, enquanto as autoridades forem negligentes, poder-se-á observar a persistência da exclusão dos mais velhos.
Sob um segundo olhar, faz-se fundamental apontar que o revés encontra motivação na irresponsabilidade da família. Com a necessidade de cuidados especiais, os idosos são vistos como um “peso” e acabam sendo desprezados pelos parentes. É possível retratar um cenário semelhante no programa “Os Simpsons”, onde Abe Simpson é abandonado em um asilo após ser considerado senil pelo filho. Visto que o direito a uma vida digna é assegurado pela Constituição Federal e que a população idosa se torna vítima da exclusão social, observa-se, logo, a necessidade de um recurso capaz de solucionar o impasse.
Em suma, atenuar os desafios relacionados ao abandono de idosos é fundamental. Logo, o Estado, é responsável por assegurar os direitos estabelecidos pela Carta Magna, por meio de uma melhor fiscalização e aplicação da lei. Além disso, a Família e os Direitos Humanos, em parceria com o MEC, devem desenvolver uma campanha de conscientização sobre a inclusão dos mais velhos na sociedade, criando projetos, mediante de verbas governamentais e dinâmicas sociais fundamentadas em atividades que propõem a valorização e o apoio aos idosos. Espera-se, com essas medidas,impedir o crescimento do abandono de idosos e fazer jus ao pensamento do ilustre filósofo inglês Thomas Hobbes de estimular a operância estatal.