Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 02/02/2021
O ser humano é um ser frágil e mutável, e por isso está sujeito a alguns custos e sacríficios que evoluem e acompanham o avanço da idade. É fato que muitos idosos precisam de ajuda e axílio no dia a dia, porém não recebem. Isso, talvez, seria um mal da sociedade contemporânea, que muitas vezes dá mais importância ao trabalho do que aos seus entes queridos que necessitam ou não de ajuda e atenção contentante.
“Abandonar os idosos é faltar com respeito ao próprio futuro” foi o slogan utilizado em uma casa de repouso que fazia uma campanha sobre a concientização do abandono de idosos, em 2016 na cidade de São Paulo. Essa mesma campanha salientava a lei que criminaliza o abandono de idosos em casas de repouso, hospitais ou entidade de longa permanencia. Também é possível responder por abandono de incapaz, crime que pode resultar em anos de cadeia.
Em 2019 o IBGE confirmou que cerca de 11% dos idosos são depressivos, patenteando que mais da metade dos idosos que portam essa doença contemporânea vivem em casas de repouso, onde são esquecidos por suas famílias. Outrossim é necessário lembrar da realidade das famílias, que muitas vezes são constituidas por operários que pouco tem tempo de ficar com suas famílias, provando que não só o ser humano, mas também o meio em que ele vive influencie ou imponha que ele dê mais tempo ao seu trabalho do que dá a sua família.
Apresentados e contextualizados os fatos, torna-se indubitável que o abandono de idosos é uma questão até mesmo de saúde pública, já que o mesmo ato repugnante está atrelado a depressão nas pesssoas desta faixa etária. Por isso, é necessário que surjam mais movimentos que causem uma mudança na sociedade, visando fazer com que os trabalhadores, por exemplo, consigam e queiram passar mais tempo com seus entes que podem estar esquecidos.