Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 02/02/2021
Ulisses Guimarães, político brasileiro, ao discursar sobre a Constituição Federal, chamou-a de ´´cidadã´´, por causa da importância dada aos direitos da população. Nesse sentido, prevêem-se os direitos à moradia, família e boa alimentação, enquanto direitos cruciais para o bem-estar de todos os indivíduos. Diante disso, tal conjuntura fica restrita à lei, pois a falta de fiscalização da legislação brasileira e a ausência de organização econômica são obstáculos que sustentam um grave problema social: o abandono de idosos em questão na contemporaneidade.
Nessa linha de raciocínio, é fundamental destacar a falha do governo em garantir o cumprimento legislativo.Sob essa perspectiva, John Locke defende que as leis fizeram para as leis e não para os homens.Desse modo, é notória a relação da afirmação de Locke com o desamparo da quarta idade na sociedade atual do Brasil, visto que o Estatuto do Idoso prevê aumentar a pena para crimes contra idosos, mas, de acordo com dados divulgados pelo Ministério de Desenvolvimento Social, a demanda de idosos em albergues públicos aumentou 37% em 2019, e o número de pessoas responsabilizadas judicialmente por essa demanda apenas diminuiu. Por isso, é inadmissível que esse cenário continue por omissão da autoridade administrativa brasileira.
Ademais, tem-se o fato de que a organização econômica escassa dificulta o pragmatismo quanto a resolução dessa complexidade social.Com base nisso, o ´Fantástico``, programa televisivo da Rede Globo de Comunicações, traz uma importante contribuição ao noticiar o ´´jeitinho brasileiro´´, como é conhecido popularmente. Isso porquê, mostrou o brasileiro desorganizado com a sua vida, sem se preocupar financeiramente com a velhice, a única coisa importante é o momento vivido por ele na atualidade. Por sua vez, tal circunstância prova que o abandono de idosos em questão no corpo social não apenas faz parte da realidade brasileira, como também poderia ser solucionado antes da pessoa envelhecer. Portanto, faz-se imprescindível a intervenção estatal. com a intenção de que tais óbices sejam superados.
Logo, o Estado, em parceria com o Poder Legislativo, deve criar organizações governamentais - que irão ser casas de atendimento ao idoso, fiscalizadas constantemente , e espaços especializados em investigar denúncias de crimes contra idosos - , por meio da verba disponibilizada pelo Tribunal de Contas da União, a fim de que o desamparo da quarta idade seja minimizado. Outrossim, o Ministério da Educação deve criar oficinas educativas em escolas, com o propósito de concientizar a população sobre as consequências do despreparo na velhice. Assim, será possível garantir os direitos dos idosos e de todos os indivíduos, previstos na Constituição cidadã.