Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 03/02/2021

Na atualidade, abandono de idosos pode ser classificado como material, afetivo e afetivo inverso. O primeiro corresponde a falta de amparo à pessoas com mais de 60 anos. Na sequência, é representado a escassez de afeto e por último a ausência de afeição por parte do filho. Como citado por Bauman, em sua teoria do individualismo, ele expressa a falta de empatia desenvolvida pelos indivíduos em meio ao novo mundo, o que resulta na indiferença diante os idosos.

De acordo com o IBGE (Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística) o número de idosos cresceu 50% na última década, o que resultou em um aumento no número de abandonos, de 25 casos, 9 foram sobre violência física, sexual ou psicológica e 16 de negligência. Todavia, nesse último ano houve uma amplificação considerável perante esse número, por influência do coronavírus. Em virtude disso, em Pernambuco, exemplificativamente, houve um acréscimo de 180,95% no abandono contra idosos, em vista de março e outubro (2020). Diante disso é notória a fragilidade do indivíduo defronte uma dificuldade e como o individualismo é cada vez mais exaltado da pior maneira.

Além disso, uma pesquisa realizado pelo instituto Qualibest, em 2017, apresentou que 45% dos seres humanos tem medo da solidão, o que se torna algo contraditório, visto que a cada ano que se passa maior se torna os dados sobre abandono de idosos, o que resulta na solidão dos demais, ademais os problemas psicológicos que são adquiridos por tais angústias.

Logo, como método de intervenção é indispensável a ajuda do governo, o qual poderia influenciar a propagação de notícias sobre solidariedade, empatia e compaixão com os idosos, teria o intuito de fazer com que suas famílias e conhecidos tenham mais consciência da importância que tem o partilhamento de afeto e amparo.