Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 02/02/2021

O abandono se caracteriza pela falta de amparo e negligência, sendo uma forma forma cruel e até desumana por se tratar, muitas vezes, de laços familiares rompidos abruptamente pela falta de recursos para cuidar de uma pessoa, uma realidade que envolve a falta de planejamento e de cuidado entre toda a população para com os idosos, pois a sociedade contemporânea brasileira não idealiza o futuro a longo prazo, mas se prende a falsa concepção de longevitude eterna ou apenas adia a ideia, de forma que não reflete sobre a própria vida no presente, acarretando em um futuro desconcertante.

Ao contrário da mente, o corpo envelhece se tornando frágil conforme o tempo de vida humano e por não se tratar de algo que acontece de forma repetina, a aceitação também é lenta e pode ser um processo tal qual o luto, que tem como penúltimo estágio antes a aceitação, a depressão, um período que pode se estender até a morte, devido a cultura do Brasil de invalidar a existência de idosos, uma visão preconceituosa e que não enxergar nada além de alguem senil que já está perto da morte. Como bem define a expressão “velho gagá”, indicando uma pessoa com idade avançada e mentalmente incapaz, algo visto como um fardo e sem escrúpulos, a sociedade também ignora a discussão sobre doenças mentais, como a Diabetes, que pode ser previnida desde a infância e é uma das doenças mais comuns no Brasil.

A falta de planjamento pode ser vista de várias formas no cotidiano, então não é inusitado a falta de comprometimento com uma fase da vida “aparentemente” distante, um pensamento que se relaciona com o abondono de idosos, pois cocorre como um efeito em cadeia, sem deixar claro qual seu estopim, porém com consequências irreversíveis e desgastantes para todos os envolvidos, por esses motivos, o abandono acontece como um fenômeno acomodado, mas gera enorme receio nos idosos de serem solitátios, superando até o de possuir alguma doença terminal, uma pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia - São Paulo (SBGG - SP).

Dessarte, o Ministério da Educação (MEC) deveria introduzir o tópico aos jovens, principalmente, após dezoito anos, já que uma grande dificuldade para se manter na velhice é a questão financeira, porém, dessa forma o planejamento do futuro pode ser feito ao longo de décadas. Essa introdução acerca do planejamento a longo prazo, deve ser feita através de palestras em universidades e escolas, oferecidas pelo MEC, além de uma apostila que busca informar sobre a importância desse tema, assim como apresentar opções sobre como se desenvolver de acordo com as vontades profissionais individuais.