Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 03/02/2021
O envelhecimento populacional é um fenômeno previsto para países em desenvolvimento, como o Brasil, e é fruto de uma diminuição na taxa de mortalidade e um aumento na expectativa de vida da população, fatores ocasionados pelo desenvolvimento da medicina, de estudos científicos e da tecnologia. Dessa forma, é imprescindível que o governo e a sociedade estejam organizados para lidar com situações como o amparo de idosos. Nesse mesmo viés, é evidente que a falta de planejamento financeiro por parte da população e despreparo por parte do Estado são graves embóglios que ameaçam a qualidade de vida da nação. Assim, é notória a necessidade de mudança.
Primeiramente, vale destacar como a falta de planejamento financeiro impacta a taxa de abandono de idosos no país. Nesse sentido, é pertinente apontar a reportagem do site Agência Brasil, que denúncia uma realidade preocupante: cerca de 55% dos brasileiros não tem quase nenhum tipo de controle ou planejamento monetário, e essa taxa aumenta ainda mais no quesito preparação para o futuro. Dessa mesma forma, ainda é oportuno relacionar essa situação com a reportagem do site istoé que aponta o cenário mencionado, consequência de uma cultura fundada no imediatismo enraizada na sociedade e da falta de educação financeira desde o ensino básico, como um importante propulsor para o elevado número de idosos desamparados. Dessa maneira, é perceptível a gravidade do embóglio.
Em segundo lugar, é apropriado indicar o despreparo do Estado em lidar com o envelhecimento populacional como um grande obstáculo a ser combatido. A falta de fiscalização, por exemplo, resulta em um crescente índice de violência contra idosos em asilos e em instituições de longa permanência, enquanto economistas e profissionais discutem sobre a inaviabilidade e os diversos problemas estruturais na previdência social. Sob essa ótica, é conveniente correlatar esse quadro e a Lei n. 10. 741 com o livro Cidadão de Papel, escrito por Gilberto Dimeinstein, que denuncia a ineficiência na aplicação dos direitos dos cidadões, que são concedidos somente no papel, na teoria. Assim, é inegável a indispensabilidade de intervenção estatal.
Face ao exposto, tendo em vista os argumentos apresentados, conclui-se que o Ministério da Educação deve promover a adição obrigatória da matéria “educação financeira” na grade curricular das escolas durante os períodos de educação básica e ensino médio. Além disso, é necessária uma carga horária mínima de 50 min semanalmente, quando pontos importantes como planejamento e controle monetário serão discutidos. Dessa maneira, com uma população mais educada, será possível ter uma diminuição consideravel na quantidade de pessoas de idade avançada desamparadas.