Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 04/02/2021

A população mundial passa por um drástico envelhecimento, países como o  Brasil e o Japão, são exemplos claros disso, ambas sendo populações com taxas de natalidade que configuram decrescimento populacional(abaixo dos 2,1 filhos por mulher), além de estarem apresentando elevadas expectativas de vida, concluindo em pouca população jovem e grande população idosa. O resultado dos fatos apresentados anteriormente, é uma sociedade na qual poucos jovens trabalharão pelo sustento e auxílio de vários idosos dependentes.

A problemática não gira entorno somente do auxílio financeiro, mas também da presença parental. O mundo está cada vez mais corrido, as pessoas estão cada vez tendo menos tempo e menos paciência, principalmente, em países nos quais os direitos trabalhistas não são bem definidos ou beiram a inexistência, com jornadas de trabalho voláteis e salários incompatíveis, o que força o trabalhador a buscar um segundo emprego ou se jogar nas horas extras, tendo assim, ainda menos condições para cuidar dos dependentes da sua família, sendo estes idosos ou bebês, o que pode acarretar na queda de ambos sob a guarda de um(a) cuidador(a), ou no caso dos idosos, podendo acabar no asilo.

Todo esse tema é agravado pelo individualismo, que traz a visão do idoso como despesa e gasto, mesmo individualismo que assassinava os afetados pela peste negra à comando da igreja, e que hoje faz desdém dos mais de 200 mil mortos por Covid-19, fora os 30 mil não contabilizados, pela simples crença de que os afetados são apenas aqueles “improdutivos”. Este é um problema evidente em boa parte do Ocidente, enquanto no Oriente se vê muitos países onde o idoso é símbolo de experiência e assim como um livro, expoente importante da história local.

A solução para o caso não é simples, já que não só requer investimento governamental na educação, como também requer intervenção do ministério da educação, pois é necessária uma abordagem nas pautas coletivistas e empáticas. Além disso, como exposto na questão econômica, deve-se trazer medidas de incentivo para maior natalidade, como países da Europa já vêm fazendo por diversos meios, como creches públicas, ajuda monetária por filho e flexibilização/redução no horário de trabalho dos pais durante os primeiros anos de vida da criança. Como demonstrado, é um problema que passa por duas vias, cabe ao cidadão cobrar do Estado o quanto antes, porque o adiamento pode causar prejuízos imensuráveis.