Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 08/02/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, pela ONU, Organização das Nações Unidas, garante a todos o direito ao bem-estar, independente de idade ou outro fator. Contudo, obstáculos ligados ao abandono e falta de cuidados aos longevos, impedem que esse grupo desfrute de uma boa qualidade de vida. Desse modo, cabe apontar a desfunção governamental ligado ao crescente número de idosos, como pilares à essa imprudência, além do estigma relacionado aos asilos.

A princípio, vale parabenizar o Estado por melhorar a expectativa de vida da população em geral. Isso, através de melhoras de infraestrutura, pesquisas científicas e projetos de vida. Para contextualizar, é precioso citar dados divulgados pelo IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, o qual mostra que desde 1940 até 2018 a expectativa de vida aumentou 30,8 anos. Porém, enfermidades ligadas ao desleixo e abandono, mostram um sistema despreparado para lidar com esse ponto positivo, que falha em suprir os anseios desse grande grupo.

Outrossim, a maioria das pessoas não estão prontas para cuidar devidamente de pessoas velhas. Contudo, a discriminação aos lares de idosos dificulta um fim de vida digno ao corpo social. Segundo o chanceler alemão, Bismark “a política é a arte do possível”. Ao interpretar essa ideia, conclui-se que o sistema político pode ser responsável por concretizar esse benefício à sociedade. Além de que os meios influenciadores do povo devem desestruturar o preconceito quanto aos asilos e mostrar que o abandono acontece quando essas pessoas não têm cuidados adequados.

Por conseguinte, é imprescindível que o governo, ligado ao Ministério da saúde, pelo bem-estar geral, construam asilos nas áreas mais necessitadas, por meio de verbas da providência social para que todos os velhos estejam sob esses cuidados especializados.  Ademais, é vital que a mídia e as escolas, direcionadores de opinião e informação, normalizem os lares de idosos, por intermédio de apresentação de fatos e conversas interativas. Assim, o aumento da vida poderá ser considerado uma vitória.