Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 16/02/2021
O filósofo pré-socrático Anaxágoras, da escola pluralista, defendeu que as homeomerias - sementes que eram responsáveis pela formação e organização espacial – precisavam de uma energia externa e mecânica para se modificarem. Fora da alusão, no contexto da realidade nacional, no que tange ao abandono de idosos, nota-se que, assim como no contexto filosófico, há necessidade de uma força que possa alterar esse cenário. Nesse contexto, é preciso que estratégias sejam aplicadas a fim de mitigar essa situação, que se substancia em função da insuficiência legislativa e, sobretudo, do silenciamento social.
Deve-se pontuar, a princípio, que a escassez de atividade do corpo legislativo é um fator que influencia na persistência do impasse. Diante dessa perspectiva, na Constituição Federal, em seu artigo 193º, é garantido o bem-estar social, a todo cidadão, no meio em que ele se encontra inserido. No entanto, como demonstrado na obra “Cidadão de Papel’’ de Gilberto Dinenstein, tal corroboração não é efetivada, uma vez que, na contemporaneidade, vários idosos são abandonados pelos seus familiares, o que acaba rompendo com os direitos nacionais e, consequentemente, desencadeia um quatro desordenado para a sociedade.
Além disso, outro ponto relevante, nessa temática, é a questão do silenciamento social. Nesse sentido, em meados do século V a.C, no período clássico no território grego, era habitual reuniões nas ágoras – espaço público reservado para discursões diretas- que tinham, como objetivo principal, buscar soluções para os entraves cotidianos. Entretanto, percebe-se que, na conjuntura brasileira atual, não há respaldo público que vise atenuar o abandono de idosos. Dessa forma, fica evidente, a necessidade de uma “energia externa” a fito de modificar esse cenário hostil.
Portanto, como solução, é indispensável a adoção de medidas que sejam capazes de solucionar o abandono de idosos na contemporaneidade. Para isso, os agentes sociais, tendo em vista o seu papel no acompanhando cidadão, realizem, com certa frequência, visitas nas residências dos idosos. Tal ação pode, ainda, ser efetivada por meio de denuncias anônimas ou, até mesmo, pelas próprias vítimas, com o objetivo de atenuar tal atitude no território brasileiro e, por ouro lado, proporcionar um ambiente familiar mais propício para esse grupo social.