Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 22/02/2021
De acordo com o artigo Art. 230 da Constituição Federal de 1988, “a família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida”, embora percebe-se que mesmo institucionalizado, esse encargo não é assegurado devidamente pois o abandono dos idosos no Brasil é uma realidade contemporânea. Logo, analisa-se que essa problemática é sustentada, sobretudo, pela estrutura financiera precária das famílias e a ineficiência do estado. Portanto, é necessário medidas para amenizar esses desafios no país.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica no ano de 2013 a esperança de vida da população brasileira era de até 74,9 anos. Logo, percebe-se que com o aumento da expectativa de vida não houve programas de amparo financeiro aos idosos e com isso a desigualdade social e a falta de planejamento financeiro das famílias influênciam na qualidade de vida dessas pessoas e aumenta também o número de idosos em asilos, que em muitos casos sofrem com o abandono afetivo por parte dos familiares. Portanto, esse problema é comprovado em dados coletados pela revista “Isto é”, que mostra que entre 2012 e 2017, o número de idosos instalados em abrigos aumentou em cerca de 33%, deixando evidente a negligência e o descaso da população.
Além disso, a ineficiência do estado em aplicar as leis que garantam o acesso aos direitos Constitucionais do idoso colabora para a permanecia dessa problemática. Sob esse prisma, segundo o filósofo Jean-Jacques Rousseau, quando as autoridades políticas se isentam dos direitos dos cidadãos, há um descumprimento do contrato social. Logo, embora exista instituições governamentais que buscam combater o aumento da violência e do abandono dos idosos, como o Estatuto do Idoso, ainda há falhas no seu gerenciamento devido a falta de repasses dos fundos municipais e estaduais do idoso para que as políticas públicas possam ser implantadas.
Portanto, é necessário caminhos para amenizar a questão do abandono dos idosos no país. Logo, é preciso que o Governo Federal em parceria com o Ministério Público do Idoso invista em programas de ajuda financeiras as famílias, e também em asilos públicos com atendimentos psicológicos e tratamentos médicos especializados. Além disso, o Estado deve repassar verbas direcionadas aos programas de ajuda aos idosos, como o Estatuto do Idoso, para que as necessidades dos mesmos sejam amparadas. Ademais, o Ministério da Educação em parceria com as mídias precisam investir em propagandas que conscientize a população sobre a importância do planejamento financeiro e do cuidado aos idosos. Somente assim, a população irá se beneficiar de um direito constitucional.