Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 21/02/2021

A Revolução Tecno-científica, ocorrida no século XX, trouxe consigo inúmeros avanços tecnológicos, como o desenvolvimento da biotecnologia e de medicamentos mais eficazes, que propiciaram aumento da expectativa de vida da população. Entretanto, o país carece de infraestrutura adequada para o grande número de idosos, de forma que o sistema de saúde fica sobrecarregado e os asilos também. Sob essa ótica, os custos para a vida saudável de um idoso é alto e muitas famílias tristemente os abandonam ou negligenciam os cuidados necessários. Assim, faz-se necessária a análise dessa questão na contemporaneidade, tal como sua solução.

Em primeiro plano, o atendimento demorado e pouco qualificado no sistema de saúde público se constitui como um fator relevante para o abondono, uma vez que os idosos são os mais vulneráveis a ficarem doentes e necessitam de atendimento especializado e rápido, o que faz com que tenham que gastar no setor privado para melhor tratamento. Sob essa perspectiva, muitas famílias não tem condições financeiras de custear acompanhamento com a urgência que é necessária e optam por deixar seus parentes mais velhos em asilos, locais que cobrem a maior parte das despesas. Dessa maneira, é inaceitável que, no país signatário da Declaração do Direitos Humanos, o acesso a atendimentos médicos sejam um desafio aos idosos.

Em segundo plano, a desvalorização de quem não trabalha na sociedade capitalista resulta em uma apatia e falta de carinho por parte de grande parte da população. Outrossim, após a Reforma Protestante, o trabalho que antes era visto como algo ruim e não digno se torna uma das características mais valorizadas nas pessoas e quem não exerce nenhum ofício é visto de forma negativa. Assim, famílias abandonam seus familiares mais velhos por os verem como mais um fardo econômico do que uma ajuda, e os deixa a sua própria sorte. Em suma, lamentavelmente as pessoas, na contemporaneidade, são vistas pelo que têm a oferecer, configurando uma sociedade ambiciosa que preza mais o material que o lado humano e emocional.

Logo, após a análise dessa questão, medidas se fazem necessárias para sanar essa problemática. Para isso, o governo deve promover acesso à saúde aos idosos com mais eficiência e rapidez, por meio de investimentos financeiros para a contratação de geriatras - médicos especializados em idosos - e para acelerar o antendimento. Ademais, com tais investimentos na saúde, além de geriatras, psicólogos também devem ser contratados para acompanhar as famílias e instruí-las acerca da importância de seus entes mais velhos e sobre as melhores maneiras de cuidar deles. Espera-se, com isso, uma sociedade mais humana em que o abandono de idosos não seja mais uma realidade.