Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 22/02/2021

De acordo com o Organização Mundial de Saúde (OMS) se enquadra como pessoa idosa toda pessoa com sessenta anos ou mais de idade. No Brasil, a população idosa corresponde a 32,9 milhões pessoas conforme o censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Ademais, um estudo científico publicado pela a USP (Universidade de São Paulo) foi investigado que o número de idosos será ainda mais expressivo no futuro. Todavia, a previsão é que não haja garantias de qualidade de vida nem de gestão pública para a melhor adaptação para esse cenário. Logo, é perceptível a questão de abandono de idosos na contemporaneidade, devido a negligência do Estado e, também, das famílias.

A princípio, cabe apontar que a falta de planos governamentais exequíveis impede uma perspectiva melhor para os idosos. Esse cenário é confirmado com a aprovação da Reforma da Previdência, em 2019, pelos os congressistas brasileiros que manteve o orçamento para cada idoso aposentado, isto é, de salário-mínimo. No entanto, essa aposentadoria mal consegue suprir as necessidades básicas de um indivíduo, principalmente nessa fase na vida, pois se trata de um valor baixo, que mal pagam o orçamento mensal de um cidadão comum. Portanto, essa precarização socioeconômica do idoso é reflexo da falta de interesse do governo em resolver essa questão na atualidade.

Ligado a isso, vale ressaltar que a falta de planejamento familiar potencializa ainda mais essa problemática de abandono do idoso. Essa realidade é constatada pela o Banco Mundial que registram um índice de poupança de 11% no Brasil, um índice considerado muito baixo comparado a tendência mundial de 21% e dos países desenvolvidos, como os Estados Unidos, de 58%. Com isso, as famílias não têm meios de cuidar dos mais velhos, dando a devido atenção e afeto, pois a falta de dinheiro afeta os mais jovens que terão que buscar meios para a própria subsistência, sendo para esses uma difícil tarefa cuidar das necessidades alheias. Assim, a omissão aos idosos é evidente em virtude da falta de consciência financeira por parte das pessoas.

Portanto, a dificuldade das famílias em lidar com questões financeiras e o desinteresse por parte do Estado em atenuar os problemas socioeconômicos na velhice proporciona um contexto injusto de abandono da população idosa. Desse modo, deve o Governo Federal, por meio do Congresso, estabelecer a abertura sistemática de poupança. Essa ação visa o depósito mensais de dinheiro por parte do governo, das instituições privadas e dos entes familiares. E, por meio dos bancos, a população poderá acompanhar esse programa e monitorar os reajustes. Por fim, divulgar essa campanha nos jornais para que a população esteja ciente e engajada. Desse modo, será possível diminuir as mazelas nessa fase da vida com a finalidade de proporcionar dignidade de vida a todos.