Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 23/02/2021

Devido aos avanços da medicina, a pirâmide etária brasileira está se modificando e a expectativa de vida só tende a aumentar ao longo do tempo. Apesar desses acontecimentos positivos, o país não tem acompanhado o crescimento da terceira idade, estando em questão desses. Nesse sentido, não somente a discriminação praticada pelos mais jovens, mas também a falta de planejamento financeiro para o futuro entram como principais problemáticas acerca do tema.

Preliminarmente, cabe ressaltar que a discriminação praticada pelos mais jovens é um grande empecilho para o progresso. Isso acontece porque o idoso é visto e tratado como um peso morto pela sociedade, ainda que não seja demonstrado e carrega a imagem de inutilidade por, muitas vezes, apresentar alguma limitação física ou psicológica. Concomitantemente, já não são mais capazes de produzir o que consomem e acabam custando caro para o Estado e família. Segundo dados do IBGE, entre 2012 e 2017, a população de idosos saltou 19,5% de 25,4 milhões para mais de 30,2 milhões de pessoas. Dessa forma, esse dado só comprova o aumento significativo dessa faixa etária e as dificuldades enfrentadas na contemporaneidade.

Ademais, a falta de planejamento financeiro para o futuro também se qualifica como uma entrave para a resolução do problema. Tal motivo ocorre porque, na parte baixa da pirâmide, onde estão os mais pobres, começa a ser sentida os efeitos dos idosos desamparados pela família, sobrecarregando albergues públicos e a previdência social, que já demonstra sinais de colapso. Conforme dito pelo educador brasileiro Paulo Freire, a inclusão começa quando se aprende com as diferenças e não com as igualdades. Dessa forma, os cidadãos não procuram juntar dinheiri para ter uma renda estável e segura depois da aposentadoria e tendo como consequência o provável abandono pelos parentes quando mais velho.

Portanto, torna-se imprescindível que mudanças emergenciais sejam realizadas diante da triste realidade. Nesse sentio, faz-se necessário que o Estado, através da Justiça, apure denúncias de discriminação e violência verbal ou física contra o idoso e punir com penas mais severas, com o fito de que essas injustiças sejam atenuadas. Além disso, cabe ao Governo Federal, por intermédio do Ministério da Educação, difundir valores positivos em relação à terceira idade, para que todos sejam respeitados. Assim, poder-se-á ter uma convivência possível entre todas as faixas etárias.