Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 28/03/2021
Sabe-se da grande importância dos idosos em diversas sociedades durante a história da humanidade, como na cultura indígena, na qual os mais velhos ocupam posições de destaque, como no caso dos caciques. Porém, atualmente, essa não é uma realidade na maioria das sociedades contemporâneas, na qual o abandono de idosos é um problema cada vez mais frequente. Nesse sentido, evidencia-se o fenômeno de inversão da pirâmide etária e o individualismo.
Vale ressaltar, de início, a falta de preparação em relação ao crescente envelhecimento no Brasil. Segundo a Constituição Federal de 1988, a família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas velhas, assegurando sua integridade, dignidade e bem estar. Entretanto, esses direitos não são a realidade dessa parcela da população que se encontram cada vez mais desamparadas, sem práticas e ações de inserção dessa nova realidade na sociedade.
Somado a isso, encontra-se as relações socias no mundo contemporâneo. Segundo o sociólogo Bauman, as relações entre os indivíduos estão cada vez mais superficiais e fluidas, enquanto a velhice no passado era vista com admiração, no mundo capitalista, é vista apenas como inutilidade. Nesse contexto, contribuindo para o tratamento ageísta, no qual os idosos são submetidos.
Evidencia-se, portanto a necessidade do Governo Federal de investir em programas que ofereçam oportunidades de formação de profissionais capacitados no atendimento desse grupo etário, por meio de cursos gratuitos e campanhas de conscientização acerca da importância e papel desses indivíduos, a fim de atender a demanda dos idosos no futuro e dar fim a triste realidade do abandono. Assim, o país será beneficiado pela inversão da pirâmide etária e os cidadãos mais velhos voltarão a ter uma posição de importância.