Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 24/02/2021
Brás Cubas, o autor defunto de Machado de Assis, diz em suas ‘‘Mémorias Póstumas’’, que não teve filhos e, portanto, não transmitiu a nenhum ser o legado da miséria humana. Talvez percebesse acertada sua decisão: pessoas com idade avançada são estigmatizadas e sofrem com o desamparo familiar. Nesse contexto, nota-se a necessidade de políticas que visem a conscientização social sobre a valorização dos idosos.
Em primeiro lugar, é necesário reconhecer que o envelhecimento é um processo natural, sua existência remete a vida e todo seu transcorrer deve ser respeitado e respaldado. Assim, cabe ao ciclo familiar o devido tratamento condizente com as necessidades do idoso. Nesse viés, como reflexo de uma sociedade individualista e egocêntrica, os pertecentes do chamado grupo da ‘’terceira idade’’,são excluídos do convívio, sofrem maus-tratos e exploração em diversos níveis.
Outrossim, Carlos Drummond expôs em um de seus poemas que existem situações na vida que se comportam como pedra, ou seja, um empecilho. Á vista disso, para os obstáculos que possam vir a impedir a qualidade de vida dos idosos, é de grande valia a admissão de práticas que incentivem o acolhimento social e a difusão dos itens determinados pelo Estatuto do Idoso, além do estímulo as entidades que apoiem a causa. Posto isso, a sociedade e o governo devem cooperar realizando campanhas e amplo debate acerca da temática, através por exemplo, de campanhas midiáticas que levem a reflexão,
Conforme exposto, fica evidente quão significante é aceitar o envelhecimento como uma dinâmica vital. Em razão disso, ações que acarretam a valorização são de colossal importância pois levam a uma convivência harmoniosa e saudável. Logo, integração, reconhecimento e respeito compõem uma tríade essencial, que pode ser executada pela sociedade com o apoio do governo. Criando assim, um legado do qual Brás Cubas pudesse se orgulhar.