Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 24/02/2021

De acordo com a Filantropia, todo ser humano precisa se sentir acolhido e amado. No entanto, é possível afirmar que cidadãos mais velhos, ao serem abandonadas por suas famílias, passam a enfrentar situação contrárias ao ideal filantropo: consequentemente, promovendo a solidão e descaso a esses indíviduos. Em função disso, é preciso analisar a conjuntura histórica e civil, que induz o abandono de idosos em seus aspectos mais subjetivos.

Inicialmente, vale defender que tal prática está ligada ao projeto social construído pela consciência coletiva. Nesse sentido, a origem dessa causa decorre dos padrões civis endêmicos herdados dos séculos passados, nos quais a juventudade era tida como fonte de ação, aptidão e produtividade, já que pessoas velhas eram consideradas fracas, inaptas e inúteis por apresentarem limitações físicas e psicológicas.  Desse modo, é perceptível que, ao prorrogar o contexto outrora constituído, a sociedade estabelece uma realidade agravada de desleixo em jovens adultos em enxergar idosos mais como “trastes” que como seres humanos.

Ademais, ressalta-se relevância significativa do cotidiano, pois contágio social, à medida que exclui pessoas, serve para tornar a empatia humana mais seletiva. Nessa perspectiva, o abandona de idosos elucida tal conceito, uma vez que a percepção negativa —como, por exemplo, o desemprego e o surgimento de doenças por conta da idade— sobre idosos presenciada na experiência social por cada sujeito o torna mais egoísta e menos compreensivos com os velhos. Assim, ocorre um cenário expressivo de acultaração nos classes mais jovens em repulsar a presença dos idosos, visto que abadoná-los se torna uma forma de “evitar” problemas.

Infere-se, portanto, que o paradoxo acerca da nossa própria subjetividade em relação aos idosos institui desafios a vencer. Para tanto, o Estado, por intermédio da verba pública, deve construir delegacias especializadas em crimes contra idosos, com o intuito de atenuar o abandono, além de aumentar a pena criminal para quem o praticar. Paralelamente, os órgãos educacionais —escolas, faculdades, entre outros—, por meio do corpo docente, devem elaborar minicursos instrumentais, que visem ao desenvolvimento de empatia e informação nos indivíduos mais novos, a fim de conscientizar a coletividade e, então, melhorar a estabilidade social entre os cidadãos. Enfim, a partir dessas ações, será possível limitar, de fato, a Filantropia à contemporaneidade,