Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 16/04/2022

O comercial alemão de um supermercado mostra um idoso que precisa fingir a própria morte para reunir a familia no natal. Analogamente,a realidade brasileira assemelha-se ao comercial, na medida em que, no Brasil, o abandono de idosos é uma questão contemporânea intensificada pelo desamparo familiar e pela falta de políticas públicas. Sendo assim, necessária sua discussão.

Em primeira análise, é importante ressaltar que a população idosa cresce constantemente no Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Georgrafia e Estatística (IBGE).Nesse sentido, embora o Estatuto do Idoso determine a existência de entidades governamentais de atendimento ao idoso, há dificuldade em aplicar políticas públicas, sobretudo pela falta de verba destinada à aplicação, segundo o documentário da Faculdade de Jornalismo de Santa Catarina.Assim, a falta de asilos, poupanças e planejamento, por exemplo, aumenta o abandono de idosos no país, somados, conforme o IBGE, atualmente, 26 milhões de casos .

Além disso, o desamparo familar também é um fator que contribui para o abandono de idosos na contemporaneidade.Para o Estatuto do Idoso, o indivíduo tem direito ao bem estar físico, pisíquico e social.Porém, o desamparo familiar fere o Estatuto,uma vez que, de acordo com a Faculdade de Jornalismo de Santa Catarina, aumenta, não só o abandono,como também a péssima saúde física e mental do idoso. Um exemplo é de idosos que foram abandonados por seu filho em um restaurante e desenvolveram sérios problemas mentais e físicos, incapazes de serem resolvidos sem tratamento.

Infere-se, portanto, que o abandono de idosos em questão na contemporaneidade deve ser resolvida. Por isso, cabe ao Governo Federal, por meio da Secretaria Especial do Desenvolvimento Social, criar políticas públicas, como treinamentos para o cuidador identificar e fiscalizar abandonos em casas de repouso, a fim de diminuir os casos de abandono no país e regulamentar o dito no Estatuto do Idoso. Por fim, que o Governo repasse investimentos em casas de repouso, como atividades paliativas e grupais para que o idoso não se sinta sozinho como no comercial alemão.