Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 03/03/2021
No desenrolar da série “F is for family”, é retratada a história de um homem que, além de tratar com descaso o seu pai, o qual era idoso, deixou de dar um suporte e um apoio em sua velhice. Analogamente, a ficção não diverge da contemporaneidade, tendo em vista as diversas pessoas que estão na terceira idade e passam pelo negativo abandono. Nesse sentido, esse fator em questão provém não só da omissão do Estado, mas também da falta de investimento na educação. A princípio, convém ressaltar a escassez de medidas governamentais que enfrentem a solidão, devido ao descaso familiar, de alguns idosos. Tal fato ocorre pois, ainda que na Constituição Federal de 1988 seja previsto o direito ao bem-estar, a ausência de ações, como campanhas, as quais retratem para os parentes das pessoas pertencentes à terceira idade a importância de não abandonar esses indivíduos, impede que essa norma constitucional, na prática, seja plenamente evidenciada. Nesse âmbito, nota-se a quebra do Contrato Social, proposto pelo filósofo Thomas Hobbes, o qual afirma que é dever do Estado assegurar o cumprimento das leis. Em virtude disso, é inaceitável que esse cenário continue, visto que, com a escassez de conhecimento a respeito do quanto o desamparo é danoso para a saúde mental, os filhos, principalmente, continuam tratando com ausência de afeto os idosos. Ademais, cabe avaliar o desprovimento de uma educação que fomente a pertinência de não abandonar as pessoas maiores de 60 anos. Tal feito, porque, sem um ensino que retrate para as crianças a importância de não excluir os idosos, os infantes tendem a deixar os parentes mais velhos de lado para fazerem uso das novas tecnologias. Nesse contexto, consoante o filósofo Immanuel Kant, a falta de investimento em educação contribui para o aparecimento dos problemas sociais. Dessa forma, a ideia defendida pelo pensador não difere do contexto contemporâneo, tendo em consideração que, geralmente, alguns indivíduos pertencentes a velhice, por não serem ensinados pelos mais novos a fazerem usos dos meios tecnológicos, são substituídos pelos infantes pelo uso desses “smartphones ”. Logo, dados como esses são extremamente prejudiciais, uma vez que podem, na maioria das vezes, ocasionar nos idosos afetados sentimentos nocivos, por exemplo, a depressão. Portanto, medidas são necessárias para a resolução da problemática. Destarte, compete ao Ministério dos Direitos Humanos - responsável pelos direitos nessa área - promover palestras, cujo tema, em detalhe, seria “todos juntos para combater a questão do abandono das pessoas pertencentes à terceira idade”. Isso deve ser feito por meio das redes midiáticas do Governo Federal. Essa ação possui a finalidade de conscientizar as pessoas, independente da idade, a respeito do quanto o descaso pode ser prejudicial para a vida dos idosos.