Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 23/09/2021

De acordo com a teoria da Tabula Rasa do filósofo John Locke, o ser humano é uma folha em branco a ser preenchida por experiências durante sua vida. Analogamente, idosos têm sido “preenchidos” por experiências de abandono ao decorrer de suas vidas. Nesse sentido, a carência de empatia aliada à falta de estrutura de vida contribuem para o aumento do abandono de idosos. Desse modo, são necessários debates sobre os impactos dessa chaga social, a favor da integridade física e mental dos mais velhos.

Em primeiro plano, é fato que a escassez de ações empáticas contribui para o aumento de idosos abandonados. Nesse contexto, o filme “Up Altas Aventuras” retrata um idoso que perdeu sua esposa e se sente completamente sozinho, porém volta à felicidade após uma criança começar a acompanhá-lo em sua aventura. Dito isso, a falta de empatia da população os impede de enxergar que a companhia é essencial para os de idade mais avançada. Nesse viés, a carência de empatia não permite que as pessoas imaginem o quão doloroso é ser deixado de lado por familiares que acham que esse acontecimento é “normal”. Posto isso, por causa dessa escassez muitos dos mais velhos podem vir a desenvolver doenças relacionadas à depressão.

Outrossim, a falta de uma estrutura de vida também contribui para o agravamento da problemática. Sob esse prisma, consoante os versos de Drummond, “No meio do caminho tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho”, a carência da estrutura de vida seria a pedra, um problema que não permite ir adiante. Isso porque o planejamento dessa estrutura é o que ajuda o manejo das economias do idoso futuramente e organiza seu modo de vida. Assim, quando não planejada, é possível que os mais velhos adotem um modo de vida bagunçado e que não possam se auto sustentar sendo obrigados a se abrigarem em casas de familiares ou asilos.

Portanto, é evidente que a carência de empatia e a falta de estrutura de vida são problemas contribuintes para o abandono de idosos. Logo, é necessário que o Ministério da Saúde promova seminários por meio de palestras, sobre a importância da companhia para os mais velhos e como planejar o futuro de suas vidas com o objetivo de diminuir o número de idosos abandonados.