Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 06/03/2021
Na música “When i´m sixty four” do grupo britânico The Beatles, o eu lírico questiona se ainda será alimentado aos sessenta e quatro anos. Paralelamente, é notório que idosos são submetidos a dúvidas semelhantes em uma contemporâneidade marcada pelo abandono dos mesmos. Dessa forma, a falta de planejamento econômico e fiscalização para com os idosos refletem a importância do tema.
Em uma primeira análise, a ausência de poupanças para a aposentadoria tornou-se um desafio econômico social. Acerca dessa lógica, o desconhecimento de como se planejar monetariamente para a terceira idade ímplica em uma aposentadoria frágil. Nesse sentido, torna-se evidente que, diante dessa fragilidade, muitos idosos desamparados recorrem à asilos com baixa infraestrutura e, obviamente, superlotados.
Outrossim, a negligência em fiscalizar os cuidados aos idosos contribui para a perpetuação do abandono desses indivíduos. No filme “Eu me importo”, uma respeitada cuidadora de idosos rouba bens e pertences de suas vítimas, de modo que essas se encontrarão em um corrupto asilo. Apesar de ficcional, o filme retrata uma realidade não apenas comum, como também crescente. Assim, faz-se extremamente necessário que crimes como esse sejam monitorados e, seus praticantes, responsabilizados.
Conclui-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para garantir um envelhecimento digno aos idosos. Para isso, faz-se mister que o Ministério do Desenvolvimento Social em consonância com o Ministério Público fiscalizem - de modo rigoroso e autônomo - os cuidados proporcionados em asilos, por meio da criação de um programa que visite esses locais constantemente. Além disso, é dever do Ministério da Economia a divulgação de informações a respeito de poupanças para a aposentadoria. Somente dessa forma, “When i´m sixty four” será apenas uma música de sucesso e não mais um retrato da nossa contemporaneidade.