Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 17/03/2021
Na saga “Star Wars”, devido seu conhecimento racional e sábio, o personagem Yoda é dotado de respeito e gentileza daqueles à sua volta. Com isso, é notório práticas de inclusão social no cenário de ficção apresentado pela série. Apesar da encenação, é fato que há práticas de exclusão e abandono social que vão além dos filmes de Hollywood. No Brasil, esses empecilhos acabam sendo responsáveis por agravar quadros ocasionados, principalmente, pela falta de condições sócio-econômicas, juntamente conjugadas ao desrespeito praticado pela comunidade enraizada.
Em primeira análise, é importante destacar que, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), devido à precariedade em sistemas de saúde, cerca de 12% da população idosa é impossibilitada de chegar no período da aposentadoria. Além disso, quando a sociedade não compreende tal conjuntura, acabam complementando em uma cultura que estigmatiza a falta de condições sociais, como consequência da desinformação cometida pelo Estado pela qual cria barreiras que inibem a possibilidade no repensamento desse molde e, coincidentemente, a não execução. Tal barreira muito bem apresentada na Declaração Universal dos Direitos Humanos pelo qual diz que, todos os seres humanos são iguais em dignidade e direitos.
Além disso, a figura da terceira idade foi desconstruída e marginalizada perante décadas. Fato gerado, como dito anteriormente, pela falta de informação dada pelo Governo, que segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), tem o dever de vincular e compartilhar dados que possibilitem a inclusão social dos indivíduos na comunidade. Comprovando essa linha, na série “Gambito da Rainha” a personagem principal envenena sua própria mãe, com receio de que os cuidados e a saúde dela atrapalhem sua competição e, consequentemente, acabe com sua carreira.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para atenuar o cenário atual. Para a conscientização da população brasileira, urge que o Ministério da Cidadania crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias e propagandas em meios públicos que detalhem as importâncias de darem a devida atenção a esse agravante de abandono e advirtam aos opressores as consequências de seus atos, sugerindo ao interlocutor criar hábitos de buscar informações de fontes variadas e dar maior atenção a esse agravante. Apenas assim, será possível combater essa passividade de muitos estigmas associadas a tal problema e, ademais, cortar a raiz dessa comunidade que, da mesma forma desrespeitaram na série “Gambito da Rainha”.