Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 13/03/2021
Segundo a Constituição Federal Brasileira de 1988, a família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida. No entanto, atualmente, os direitos aos cidadãos da terceira idade não é fornecido de forma plena, sendo praticado constantemente o abandono de idosos. Nesse sentido, cabe avaliar os causas que motivam tal ato, como a ausência de empatia e a desigualdade econômica.
Em primeiro plano, é válido ressaltar que o grupo familiar são os principais responsáveis pelo abandono. Isto é, frequentemente, idosos são deixados em asilos por seus parentes, devido a demanda de cuidados e atenção que um indivíduo da terceira idade requer, ao qual o responsável não trata como prioridade. Segundo o conceito da ‘‘Modernidade Líquida’’ do filósofo Zygmunt Bauman, as relações humanas contemporâneas são frágeis e afetadas por uma cultura individualista. Desse modo, no século XXI, os indivíduos da sociedade capitalista estão concentrados apenas em si mesmos e em acumular riquezas, desfocando a atenção aos mais necessitados.
Ademais, cabe avaliar que a desigualdade socio-econômica é um importante agravante da problématica. De tal modo que as divergências de renda impossibilitam os familiares de cuidar adequadamente de um idoso, devido aos custos que esse requer, tais como remédios, consultas e cuidadores. O Índice de Gini, medida que classifica o grau de desigualdade de um país, mostra o Brasil entre as dez nações mais desiguais do mundo. Dessa forma, diversas famílias que não possuem renda o suficiente para arcar com as despesas, conduzem os idosos aos asilos.
Logo, é possível afirmar que se deve aplicar medidas minimizar o abandono de idosos. Portanto, é dever do Ministério da Educação junto ao Ministério da Cidadania, por meio de campanhas e palestras, realizar projetos mostrando a importância da terceira idade, incentivando a empatia a todos os cidadãos para que esses não pratiquem o abandono. Nesse viés, é esperado que a negligência aos mais velhos diminua.