Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 21/03/2021

De acordo com dados disponibilizados pela OMS (Organização Mundial da Saúde), em 2025 o Brasil será o sexto país a ter mais idosos no mundo. Assim, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a pirâmide etária brasileira que hoje apresenta um maior número de adultos, começará a ter um crescimento de seu topo, aumento esse que representa idades mais avançadas. Esse tipo de pirâmide irá então refletir o envelhecimento da população do país. Levando isso em conta, esperaría-se que o Brasil estive-se preparado para dar auxílio aos mais velhos, porém o que se observa hoje é a questão do abandono de idosos por parte da própria população e instituições.

Primeiramente, segundo o Estatuto do Idoso, a pena para quem comete abandono com eles varia, chegando até 16 anos de prisão. Essa variação ocorre pois há vários tipos de abandono, podendo ser abandono afetivo inverso, abandono material ou abandono em instituições acolhedoras. O abandono afetivo inverso é aquele que o idoso sofre por não ter o contato com a própria família, pois as vezes acabam os deixando de lado. Isso leva os mais velhos a sofrerem mentalmente, podendo ser causas para depressões e ataques de pânico e ansiedade. Esse problema vai além disso, pois a depressão causada pelo abandono pode acarretar no suicídio. Ao não ter o contato com os familiares o idoso vai se sentir ainda mais excluído da sociedade.

Além disso, é impactante o dado divulgado pelo Disque Direitos Humanos de que cerca de 80% das denúncias são referentes a casos em que há o esquecimento para com os mais velhos. Ademais, instituições também aparentam não dar o auxílio necessário a eles, aumentando seu abandono. Por exemplo, com esse envelhecimento da população crescerá o número de pessoas que devem ter sua renda garantida pelo Estado. Porém, a reforma da previdência que deveria resolver esses problemas não agradou parte da população. Há de se destacar então a ilogicidade de deixar seus parentes com mais idade sem apoio. Não cuidar daquele que passou a vida se dedicando a lhe fazer o bem é errado, outrossim engana-se quem acha que não precisa da sabedoria de um isodo.

Logo, verifica-se a necessidade de se resolver a questão do abandono dos idosos no Brasil. Portanto, o governo por meio do Ministério dos Direitos Humanos poderia divulgar publicidades e realizar palestras com o intuito de aumentar a conscientização da população. Essas publicidades poderiam abordar o tema com dados e associação de linguagens verbais e não verbais que demonstrem os malefícios do abandono e alertem a população. Já as palestras poderiam ser dadas para aqueles que tenham pessoas mais velhas na família, abordando as consequências do abandono e explicando o valor das pessoas idosas. Assim, daria-se um início a valorização dos anciões do Brasil.