Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 23/04/2021

De acordo com o egiptólogo Jean François “outrora, a velhice era uma dignidade, hoje ela é um peso”. No momento atual, ainda, esse mesmo pensamento vem se mostrando verídico com o crescimento do abandono de idosos no Brasil. Nessa perspectiva é preciso rever a importância dessas pessoas e, ainda, punir de forma severa quem os deixa.

Embora se saiba que os idosos são parte da nossa história, é perceptível a falta de empatia e respeito com os mesmos. Isso porque ao entendermos que tudo que herdamos como nossa cultura, valores, regras, conhecimentos foram nos passados ​​por eles os dando um papel fundamental em nossa sociedade, o de usar. A exemplo em estruturas sociais tradicionais, como famílias extensas e aldeias, os anciãos, pessoas mais velhas, assumem papéis de conselheiros e transmissores da cultura. Assim, quando deixamos de lado essas pessoas de idade deixamos também a nossa história.

Ademais, deve-se saliente que as leis que protegem os idosos de abandono devem ser cumpridas com mais rigor. Visto que a tendência do mundo atual é uma maior expectativa de vida e conseqüentemente uma população mais velha assegurar os direitos dos idosos por lei torna-se uma forma de garantir os gerações que virão. Com isso o crime por abandono do idoso é tratado no artigo 98 do estatuto, no qual o bem jurídico tutelado é a periclitação da vida e da saúde. Dessa forma, ao cumprir e punir de forma severa a lei o número de abandono diminuiria.

Infere-se, logo, que o debate sobre o abandono de idosos brasileiros é de suma importância. Com isso cabe ao estatuto do idoso junto com as famílias garantir seus direitos por meio da lei já, ainda incube a sociedade a conscientização do grande valor dos idosos nas nossas vidas o garantindo a segurança de uma velhice tranquila tirando assim o “peso” que Jean François afirmou que tinha deles.