Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 25/03/2021

‘‘O segredo de uma velhice agradável consiste apenas na assinatura de um honroso pacto com a solidão’’, tal citação trata-se de um trecho da obra Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez. O escritor sul-americano discute o passar das gerações, mas a realidade brasileira demonstra sua face mais cruel no que tange ao papel do idoso e sua valorização. Nesse sentido, o idoso, na sociedade brasileira, é cruelmente desvalorizado em virtude da insuficiência de leis e da lenta mudança da mentalidade social.

Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho à consolidação de uma solução, a insuficiência legislativa. Conforme Aristóteles, a política tem como função preservar o afeto entre as pessoas de uma sociedade. Nessa perspectiva, observa-se que as leis voltadas aos idosos, seguem impotentes para mudar o destino dos mais velhos nos dias atuais, o que influencia na consolidação do problema.

Outro ponto relevante, nessa temática, é a lenta mudança da mentalidade social. Segundo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que o abandono de idosos em questão na contemporaneidade é devido a persistência em um intelecto limitado.

Por tudo isso, faz-se necessária uma intervenção no problema. Assim, aqueles do poder legislativo, devem criar leis específicas no quesito de abandono de idosos. Ademais, especialistas no assunto devem criar campanhas para mudar o destino dos idosos abandonados, especialmente em ‘‘outdoors’’ e redes sociais, a fim de ganhar mais visibilidade do assunto. Talvez, assim, seja possível construir um país em que Aristóteles e Durkheim pudessem se orgulhar.