Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 26/03/2021

Gerúsia a assembleia espartana era constituída por indivíduos acima de 60 anos que detinham a função de julgar as decisões do rei, visto o seu respeito perante a sociedade de Esparta. No entanto, no século XXI a perspectiva de idoso é divergente da realidade dos espartanos, pois a população mais velha sofre com as consequências do abandono familiar e da negligência social. Dessa forma, é notório que os desafios que corroboram para a perpetuação desses impasses acontecem principalmente devido às falhas nas políticas de assistência ao idoso e a negligência familiar.

Em tal situação, cabe ressaltar como as falhas na assistência ao idoso contribuem para manter essa problemática. Nessa perspectiva, segundo o sociólogo A.Mbembe, o estado é inelástico, pois pré-seleciona grupos que devem receber os direitos assegurados pela Constituição Federal. Assim, os grupos selecionados gozam das políticas de assistência enquanto que os idosos são excluídos e não obtém acesso a esses recursos que deveria ser assegurado pelo Estado. Nessa acepção, é indiscutível que as falhas governamentais afetam a população idosa, intensificando o descaso político e familiar.       Ademais, cabe ainda ressaltar como a negligência familiar afeta os cidadãos idosos no Brasil. Indubitavelmente, a herança cultural é o diferencial de uma sociedade, contribuindo para melhores condições de vida dos indivíduos. Entretanto, na população brasileira essa perspectiva é divergente para os idosos, uma vez que o descaso familiar reflete no desrespeito e abandono dos cidadãos mais velhos. Dessa forma, cria-se um cenário em que os direitos dos idosos não são respeitados e assim promovendo a má qualidade de bem-estar do idoso.

Destarte, diante dos desafios supramencionados, é necessário a ação conjunta do Estado e sociedade para mitigá-los. Assim, cabe ao Ministério da saúde por meio da Política Nacional de Saúde estabelecer o uso adequado das políticas públicas com participação efetiva na sociedade, como a integração correta dos direitos à saúde nos níveis de atendimentos do SUS sem exceções de grupos sociais, para que a assistência aos idosos possa ser realizada de forma correta e sem exclusão. Agindo assim, espera-se que os desafios do abandono ao idoso sejam amenizados e se obtenha o respeito aos mesmos, tornando-se uma realidade similar ao da sociedade espartana.