Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 27/03/2021

No filme “Amor”, um casal de idosos vive tranquilamente com sua aposentadoria, até que um deles sofre um derrame e, ao pedirem ajuda à sua filha para remediar a situação, a jovem se nega. Tal situação é comumente vista no Brasil, na qual há uma negligência de cuidados às pessoas mais velhas pela população jovem, que geralmente os põem em asilos. Porém, tais ações podem gerar graves consequências mentais, físicas e até mesmo letais nos idosos.

Em primeiro plano, é visível a insensatez que os jovens possuem ao, além de deixar os idosos abandonados, tampouco se importar com as consequências. Segundo uma pesquisa feita pelo IBGE, acredita-se que quase 2 milhões de idosos têm demência, com cerca de 40 a 60% delas do tipo Alzheimer, e muitos não são tratados devidamente. Cerca de 80% desses casos ainda são causados ou agravados pelo abandono e negligência, ainda de acordo com a mesma pesquisa. Além disso, seja pela falta de conhecimento, ou seja pelo medo de rechaço pelo cuidador, os próprio velhos não denunciam esses casos à polícia, nem procuram ajuda.

Simultaneamente, há um outro problema bastante relacionado às situações anteriormente citadas, que são os danos físicos causados pelos problemas mentais, como transtornos do tipo demência e depressão. Conforme dados do Ministério da Saúde, há uma alta taxa de suicídio entre os idosos com mais de 70 anos, com a taxa média de 8,9 mortes por 100 mil nos últimos seis anos. Tais problemáticas se relacionam pelo fato de que, sem chance de resolver normalmente o problema, as vítimas buscam forma de extravazar essa dor e, em alguns casos, sem mais capacidade de suportar a difícil vida, encontram na morte uma saída.

Portanto, pode-se inferir que há variadas consequências que provêm do abandono de idosos no país, sejam elas físicas ou psicológicas. Logo, para diminuir as péssimas estatísticas nacionais, o Ministério da Saúde, junto ao Ministério da Cidadania e a Polícia federal deveriam realizar ações que visem o bem-estar e saúde do idoso. Essas ações poderiam vir a partir de fiscalizações regulares às casas de cuidadores de idosos e campanhas de conscientização, sejam essas campanhas por meio de outdoors, palestras ou até comerciais de TV. Assim, a realidade mostrada em “Amor” poderá, no futuro, ser cada vez menos vista em território nacional.