Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 29/03/2021

A genética explica o envelhecimento como um processo de mudanças visíveis no corpo atrelada ao aumento da fragilidade dos sistemas corporais. Dessa forma, esse grupo de pessoas necessita de cuidados especiais para terem maior longevidade e qualidade de vida. Porém, de um tempo para cá, o número de idosos cresceu drasticamente, além do índice de abandono. Por isso, deve-se analisar os fatores que levam aos mais novos a abandonar os mais velhos, bem como, a falta de dinheiro dessas famílias e a falta de responsabilidade dos jovens.

Percebe-se, primeiramente, que a taxa de natalidade têm diminuido, por consequência, a taxa de idosos aumentou. O site ‘‘Aun USP’’ constatou que 74,7% dos idosos, beneficiam-se da aposentadoria após seus 65 anos, pois seus filhos não tem como sustentar direito as famílias e seus pais juntos. Por isso, há um desequilíbrio na saúde financeira familar.

Segundamente, de acordo com o Artigo 1.1634, é vedado à qualquer descedente negligenciar cuidados básicos ao idoso, com a obrigatoriedade de cuidados mútuos, entre pai e filho. Porém, essa lei não se aplica corretamente. O portal ‘‘Amigo do Idoso’’ constatou que 36% dos idosos que vão para asilos perderam os laços familiares devido à questões financeiras e à falta de responsabilidade de seus parentes. Sendo assim, o nível de desgaste físico e emocional para pessoas dessa idade é bem mais impactante.

Portanto, o abandono de idosos necessita de uma solução. Dessa maneira, o Estado, juntamente ao Estatuto do Idoso, devem elaborar projetos de apoio integral e constante aos idosos, por meio de interações sociais entre os filhos e pais idosos, bolsas financeiras, para diminuir os casos de abandono por questões financeiras, e também afetivos. Desse modo, o país irá passar por um momento onde os casos de abandono serão mínimos, e não se tornará mais um problema.