Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 30/03/2021

É inegável que o estatuto do idoso assegura moradia, lazer trabalho e atividades que agreguem valores e dignidade para esse grupo. Todavia, na aplicabilidade das leis que regem esse código, é perceptível o quão longe se encontra da teoria, tendo em vista o alto índice no que diz respeito ao abandono de incapaz. Essa problemática é consequência da irresponsabilidade familiar em conjuntura com a negligência estatal.

Convém ressaltar, que mesmo que as leis as quais regem o estatuto do Idoso em seu artigo V, priorize sua tutela e cuidados aos filhos ou parentes, o crescente índice dessas pessoas em asilos ainda é muito alto, caracterizando assim a negligência intrafamiliar. Um dos motivos para esse abandono é a realidade de muitos brasileiros que se encontram em uma sociedade que vive em uma constante corrida contra o tempo, tornando o cuidado como um peso sem assegurar o devido suporte e atenção. Nessa temática, Simone Bouvier em seu livro “A Velhice”, afirma que os idosos ao invés de serem entendidos como uma população que tem maturidade é vista como um peso.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística o aumento da expectativa de vida no Brasil aumentou de forma considerável, no ano de 2016. Todavia, de nada adianta a ascensão da expectativa de vida, se o governo não assegura direitos para os longevos. Em decorrência disso a população brasileira teme o envelhecimento, pois mesmo que haja um código que assegure lazer, segurança, educação e cuidado de qualidade, nada disso é visto na prática. Tornando a velhice como um patamar que ninguém deseja chegar.

Portanto, para que as famílias acolham e assegurem cuidados de qualidade para os idosos, assim como inserção ativa desse grupo na sociedade medidas precisam ser tomadas. Destarte, cabe ao senado federal em conjuntura com a secretaria da cultura criar projetos de leis que assegurem jornada de trabalho menor para profissionais que precisem cuidar de parentes senis, no intuito de assegurar uma maior atenção voltada a esse público, como também inserir casas de apoio em cada município, preconizando atividades como crochê, jogos de mesa, teatro, dança e música. Deste modo o Brasil será um país que prima pelo envelhecimento ativo onde os idosos tenham uma boa qualidade de vida.