Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 07/04/2021
Na obra “Triste fim de Policarpo Quaresma”, do pré-modernista Lima Barreto, o autor enfatiza, por meio do personagem principal, a visão de um Brasil sem defeitos. Em pleno século XXI, todavia, o país apresenta uma faceta contraditória do ideal, devido ao abandono de idosos em questão na contemporaneidade. Desse modo, pode-se analisar a aceitação social e o descuido do poder público como causadores da problemática.
Em síntese, é legítimo postular que a aceitação social intensifica o problema. Nesse sentido, o conceito de banalidade do mal, desenvolvido pela socióloga Hannah Arendt, informa que, quando uma ação ruim acontece com muita frequência na sociedade, passa a ser percebido como algo aceitável. Dessa forma, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de idosos abandonados aumentou 75%. Portanto, o abandono de idosos não causa surpresa nos indivíduos, que olham as notícias nos jornais e que, consequentemente, impede que tal problema seja resolvido.
Ademais, outro fator é a negligência do poder público. Dessarte, pode-se citar o Ministério da Cidadania, que prevê a diminuição de idosos abandonados, mas que, segundo uma pesquisa feita pela Folha de São Paulo, o número de idosos abandonados continuar a aumentar. Por consequência, fica evidente que as ações (fiscalização nas casas e apoio para os que já se encontram abandonados) são insuficientes para acabar com o problema. Contudo, a falta de apoio representa um descaso, diante da situação que deixa milhares de idosos abandonados, em concordância com a Organização das Nações Unidas (ONU).
Sendo assim, medidas são necessárias para alterar esse cenário. É fundamental, em vista disso, que o Ministério da Cidadania crie campanhas de conscientização, por meio das redes sociais, mostrando fotos e vídeos de como combater o abandono de idosos, fazendo com que a população mude o seu comportamento diante da situação. Assim, poder-se-á transformar o Brasil em um país sem defeitos, da mesma forma que disse Lima Barreto.